Brussels Airlines termina exercício com lucro

A Brussels Airlines acaba de anunciar que, apesar dos ataques terroristas de 22 de Março passado em Bruxelas e a forte concorrência de companhias low cost, encerrou o exercício de 2016 com um lucro.

O número de passageiros cresceu mais de 3% face ao ano anterior, e o lucro líquido atingiu os 15 milhões de euros, após uma dedução de 2,5 milhões de euros que a companhia aérea redistribuirá entre os seus colaboradores em reconhecimento pelos enormes esforços realizados após 22 de Março.

Antes de 22 de Março, a Brussels Airlines estava a caminho de um ano recorde e registava um forte crescimento. No seguimento dos ataques e do encerramento de 12 dias do Aeroporto de Bruxelas, registou-se uma diminuição acentuada do número de passageiros – especialmente no que se refere ao tráfego de entrada de empresas (para a Bélgica).

No entanto, graças a várias iniciativas comerciais, a Brussels Airlines conseguiu fechar o ano com um crescimento de passageiros de 3,2% – um total de 7,7 milhões de passageiros voaram com a Brussels Airlines. A taxa de ocupação foi ligeiramente inferior a 75%.

O impacto financeiro directo dos ataques ascendeu a mais de 100 milhões de euros. Apenas uma parte dos mesmos poderia ser compensada através de compensações já indemnizações pelas companhias de seguros ou estimadas a serem concedidas no futuro.

Apesar deste grande revés financeiro, a Brussels Airlines continuou com seus investimentos planeados. A rede intercontinental expandiu com o lançamento da operação de Toronto e o anúncio de abertura de Mumbai para 2017, a oferta de lugares na Europa cresceu 3% e manteve-se o programa de renovação da frota. Foram cumpridos os investimentos planeados para aumentar o conforto dos passageiros, incluindo a introdução da nova classe em viagens de longo curso, o Economy Privilege.