Cabo Verde quer potenciar turismo nas ilhas do Sul

Estabelecer as ilhas do sul de Cabo Verde (Maio, Santiago, Fogo e Brava) como um destino turístico, para além do Sal e Boavista, pode transformar radicalmente o sector a nível nacional, defendeu recentemente Eugénio Inocêncio, vice-presidente da Câmara do Turismo.

O turismo cabo-verdiano tem de mostrar ao mundo que há mais destinos para além das ilhas do Sal e da Boa Vista, defende o vice-presidente da Câmara de Turismo. Santiago, Maio, Fogo e Brava devem, por isso, assumir-se como os pontos de interesse em Cabo Verde.

Eugénio Inocêncio defende que, num médio prazo, o país pode vir a receber, por ano, cerca de 4 milhões de turistas.

“Presentemente, o Sal e a Boavista estão a operar na escala dos milhares, enquanto o Fogo e Santo Antão estão a operar na escala das centenas e o Maio, nas dezenas”, explica o vice-presidente da Câmara de Turismo. Mas, concluído esse processo de transformação, “a que não é dissociável a requalificação do turismo do Sal e da Boavista” Cabo Verde pode apontar “num cenário de médio prazo” a um total de 4 milhões de turistas/ano. “Com a seguinte repartição: 1 milhão para o conjunto Sal/Boavista. 1 milhão para o conjunto S. Vicente/Santo Antão/S. Nicolau. 2 milhões para o conjunto Santiago/Maio/Fogo/Brava”.

Atingir esse valor implica, no entanto, que haja, entre as ilhas, uma articulação que fará com que “as escalas se cruzem num intricado harmonioso de objectivos e de oferta de experiências, que corresponde à chamada unificação do mercado nacional”. Um mercado que é “constituído por diferentes experiências e ofertas”, disse ainda Eugénio Inocêncio citado pela imprensa local.