Cadeia hoteleira Riu abandona a Tunísia

A cadeia hoteleira espanhola Riu Hotels & Resorts confirmou que deixou de operar, desde o dia 1 de Janeiro, as 10 unidades, com mais de 3.500 quartos, que até então geria na Tunísia. A empresa disse ao site espanhol, Hosteltur, que foi uma “decisão difícil e muito triste, que levou muito tempo a tomar”.

A Riu mantinha fechados cinco do seus 10 hotéis na Tunísia durante a baixa temporada, conforme informou, em Novembro, o seu director Comercial e Marketing, Pepe Moreno, que na altura admitia que “estamos em negociações com todas as partes implicadas, tour operadores, o governo tunisino e com os proprietários dos hotéis, e nas próximas semanas teremos que tomar uma decisão porque é uma situação muito complicada a que está a viver o país a todos os níveis, desde o pequeno comerciante que não vende, a todos os que de alguma maneira vivem do turismo.

O grupo entrou na Tunísia em 1999, contando na altura com quatro hotéis em Hammamet, três em Port El Kantaoui, dois na ilha de Djerba e um Mahdia.

Os atentados terroristas sofridos no país no último ano abalaram directamente o sector do turismo, um dos pilares fundamentais da sua economia, que gera entre 6% e 7% do PIB, emprega mais de 400 mil pessoas e é o segundo sector de atracção de divisas da Tunísia.

As consequências não se fizeram esperar e até Setembro do ano passado a chegada de turistas internacionais havia caído 20% em relação ao mesmo período de 2014, ou seja quatro milhões frente aos cinco milhões, de acordo com a ministra tunisina do Turismo, Salma Lumi.

E a situação não está em vias de melhorar, já que os grandes operadores turísticos europeus mantêm os cancelamentos para a Tunísia até final de Março. Da mesma forma, as companhias de cruzeiros MSC, Costa e Pullmantur cancelaram todas as escalas no destino africano desde os atentados no Museu do Bardo.