Calçada portuguesa quer ser património da humanidade

Com aprovação esta quinta-feira, em reunião de Câmara, dá-se início à preparação do processo de candidatura da calçada portuguesa a património cultural imaterial da humanidade.

Propôs-se, por outro lado, a celebração de um protocolo entre a CML e a ASSIMAGRA (Associação Portuguesa dos Industriais de Mármores, Granitos e Ramos Afins), para promover a recolocação do monumento ao calceteiro, na Praça dos Restauradores.

A calçada portuguesa, inspirada em antigos processos de pavimentação árabes e romanos, é hoje uma das mais originais e famosas criações do povo português, dando às ruas das nossas urbes, uma decoração ímpar do ponto de vista gráfico, reconhecida mundialmente com especial importância no mundo lusófono.

Em Lisboa, pode admirar-se a expressão de grande riqueza técnica e originalidade artística da calçada portuguesa em diversos locais, como o Rossio e a Baixa Pombalina, o Chiado, a Avenida da Liberdade ou ainda o Cais do Sodré.

Em relação à instalação do Monumento ao Calceteiro, trata-se de repor na cidade o monumento originalmente colocado na Rua da Vitória e que foi alvo de vandalismo. A escultura, da autoria de Sérgio Stichini, foi colocada por iniciativa do vereador António Prôa em 2006, que na altura era responsável pelo pelouro do espaço público.