Caldas das Rainha assenta crescimento no turismo e no termalismo

O crescimento das Caldas da Rainha deve apoiar-se numa visão regional, reforçando a captação de mais visitantes através do Turismo de Saúde, o que apenas será possível através do “relançamento do termalismo e reabertura dos tratamentos termais”.

Neste sentido, o turismo e o termalismo devem ser dois eixos estratégicos a ter em conta na elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento das Caldas da Rainha até 2030, que está a ser elaborado pela equipa da consultora Augusto Mateus & Associados e irá custar à Câmara cerca de 70 mil euros.

Esta foi uma das reflexões resultantes da primeira sessão pública de um ciclo de três, no âmbito da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento das Caldas da Rainha 2030, que se realizou no Centro Cultural e de Congressos. “Afirmar o Modelo Competitivo das Caldas da Rainha” foi o tema discutido, na reunião conduzida em parceria com a equipa da consultora.

Em termos de competitividade Augusto Mateus, presidente da consultora, alegou que é preciso “saber concentrar os recursos naquilo que as Caldas podem brilhar à escala europeia e nacional”. O ex-ministro da economia disse que daqui a vinte anos não haverá “nenhuma indústria que não seja criativa”. “As Caldas não têm um papel nisto em Portugal?”, questionou, acrescentando que “pode haver tradição, cultura e experiência nas Caldas para poder desempenhar um papel num conjunto de actividades económicas que brilhem”.

“As Caldas precisam de criar atractividade”, sublinhou o economista, realçando que não “deve ter medo do futuro porque tem uma dinâmica geográfica positiva”.

No dia 10 de Maio será realizada a segunda sessão de trabalho sob o tema “Assumir preocupações ambientais e de sustentabilidade nas Caldas da Rainha, que irá incidir sobre o ordenamento do território e desenvolvimento urbano/rural, o conceito integrado de cidades inteligentes, a mobilidade e conectividade sustentáveis, a preservação e valorização dos recursos endógenos (naturais e construídos) e ainda os modelos de relacionamento com o cidadão.

Os convidados serão João Ferrão, investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Gonçalo Andrade, director da Divisão de Cloud da IBM Portugal, e Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade.