?Camas paralelas representam 10% do total?, diz presidente da AHP

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Luís Veiga, revelou sexta-feira que as dormidas em ?camas paralelas? representam 10% do total de dormidas registadas em Portugal, o que significa que existem quatro milhões de dormidas em alojamento ilegais, que não pagam impostos nem cumprem as regras de segurança e higiene. ?Além dos 40 milhões de dormidas previstas para este ano ? registadas, facturadas e com todos os requisitos fiscais inerentes à prática do alojamento turístico ? haverá mais quatro milhões que serão em alojamento ilegal, que fogem ao fisco. São economia paralela?, denunciou o responsável em declarações ao Sol. De acordo com Luís Veiga, o fenómeno, que é até já bastante antigo, principalmente em zonas balneares, tem vindo a ganhar dimensão com o surgimento de sites de venda e arrendamento imobiliário, muitos dos quais sediados no estrangeiro. ?O alojamento ilegal cresceu de forma desregrada e foi fomentado pelos portais de venda, que são muitos?, alerta Luís Veiga, assegurando que, neste tipo de negócio, ?há uma fuga ao fisco enorme?. ?Há portais, por exemplo como o Airbnb, Homelidays ou Homeaway, que se dedicam quase exclusivamente a alojamento ilegal e já devem ultrapassar largamente 10% das dormidas em Portugal?, acusa o responsável. Para combater o que considera ser uma ?concorrência altamente desleal?, Luís Veiga diz que a AHP vai tentar trazer para Portugal a solução encontrada em Espanha, onde o Governo proibiu 250 sites de divulgar e arrendar imóveis que não estejam legalizados. I.M.