Capital Europeia da Cultura gerou 85M? para o PIB português

Esta uma das conclusões de um estudo elaborado pela Universidade do Minho, que adianta ainda que o evento originou receitas fiscais de 30,8 milhões de euros, mais 3,6 milhões do que o investimento público no projecto. O estudo, recentemente apresentado, e desenvolvido pelo Instituto de Ciências Sociais e pela Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho confirma que Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura ?não constituiu um ónus financeiro para o Estado português?, tendo mesmo contribuído para ?minorar o impacto da recessão económica na região envolvente?., sublinha a organização do evento em nota enviada à imprensa. Os dados apresentados pelo estudo indicam uma despesa adicional estimada associada ao turismo de 12,36 milhões de euros e para um contributo de Guimarães 2012 para o PIB português da ordem dos 85 milhões de euros. Em termos de emprego, a Capital Europeia da Cultura gerou 2.100 empregos (de duração anual equivalente). Ao nível das contas públicas, o IVA resultante das despesas iniciais e os impactos sobre as contribuições para a Segurança Social, registaram um resultado global positivo superior a 3,6 milhões de euros. ?Para este número, foram utilizadas as receitas fiscais geradas pelo evento (30.796.543 euros) e a soma da contribuição nacional no investimento em infra-estruturas ? promovido pela Câmara Municipal de Guimarães ? e das despesas efectuadas pela Fundação Cidade de Guimarães ? suportadas por recursos públicos nacionais ?, que ascendeu a 27.136.802 euros?, explica a mesma informação. No que toca ao turismo, Guimarães registou, em 2012, um crescimento da procura, superior a 107% face à média dos três anos anteriores. As dormidas na hotelaria aumentaram 43% face a 2011, com as taxas de ocupação por quarto a subirem até 34%. As receitas totais da hotelaria ascenderam a 8,8 milhões de euros, mais 2,3 milhões que em a 2011. O estudo adianta ainda que os turistas que se deslocaram a Guimarães especificamente para participar na CEC realizaram um consumo médio por pessoa de 56,00 euros e declararam elevados níveis de satisfação (75,4% indicaram classificações de 6 ou 7, numa escala de 1 a 7 pontos). M.F.

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