Castelão Costa: “Importa que as instituições europeias dêem ao turismo a importância que ele tem na Europa”

José Castelão Costa, administrador da Sociedade Grupo Pestana SGPS, SA, falava ao Turisver.com em Bruxelas, à margem da visita de trabalho promovida pela Confederação do Turismo Português que convidou um conjunto de associados e empresários ligados à actividade turística. 

Fazendo um balanço desta visita em que participou, Castelão Costa de declarou que ela “já devia ter acontecido”, até para “esclarecer alguns equívocos que existem porque em Portugal há uma certa sensação de que não se pode fazer nada por causa da União Europeia e quando chegamos aqui e falamos com as entidades o que parece é que as coisas não dependem delas mas da vontade dos governos”. Por isso, continua, a visita promovida pela CTP foi “esclarecedora de algumas coisas que estavam no ar no âmbito associativo” tendo-se conseguido “arrumar um pouco as ideias para que no futuro se possa actuar de maneira mais precisa e focada junto das entidades que realmente interessam e em coordenação com o governo português” uma situação em que “a Confederação tem um papel a desempenhar e deve ter até a liderança nesse processo”.

Quanto à relação entre a União Europeia e o turismo, a nota de Castelão Costa não é assim tão boa, já que a U.E. parece ainda distante de abraçar as coisas do turismo. Para Castelão Costa “importa que as instituições europeias dêem ao turismo a importância que ele tem na Europa” como um todo, onde “há números impressionantes” e também nos países do Sul da Europa. Esta pouca atenção dada ao turismo, é parcialmente atribuída “ao desequilíbrio que há nas instituições sobre o peso dos países emissores relativamente ao peso dos países receptores”. Para o nosso interlocutor, este “é um trabalho que tem que ser feito” porque “o turismo é uma actividade económica com grandes efeitos no desenvolvimento económico de alguns países, na sua balança comercial e se estamos integrados num espaço europeu que se quer solidário, há que olhar para isto com olhos de ver”.

Enaltecendo “o esforço que está a ser feito por algumas pessoas, inclusivamente por alguns deputados” Castelão Costa diz entender, no entanto, que este será “um processo lento” colocando-se ainda a questão de se estar ou não no bom caminho.