Ceia da Silva: promoção do Alentejo deve caber à ARPT

Esta uma das ideias deixadas pelo presidente do Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, na abertura da Conferência Internacional “Promoção – Novas Tendências de Mercado, Novos Conceitos, Novos Desafios” que decorreu sexta-feira em Évora. Na abertura da Conferência, que contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Ceia da Silva começou por afirmar que o Turismo do Alentejo é hoje “uma entidade incontornável na área do turismo”, pelo que, sublinhou, “exigimos ser ouvidos e respeitados porque representamos de facto toda a Região”. Ceia da Silva falou também do trabalho realizado nos últimos anos no Alentejo e frisou que a região não ficou “à espera das verbas do O.E para fazer a sua gestão inócua”, antes teve “a coragem e a ousadia de multiplicá-las em 8 permitindo com muito trabalho uma nova dinâmica de intervenção para o turismo do Alentejo”. Referindo-se depois à organização regional do sector, afirmou ser “importante que as Regiões assumam um verdadeiro papel de coordenação regional e intersectorial ligado ao Turismo” que sejam elas “a definir as políticas de enquadramento regional que qualifiquem e certifiquem o destino” e que possuam “maiores competências na área do licenciamento e do parecer sobre o financiamento ao sector”. O presidente do Turismo do Alentejo mostrou-se no entanto contrário a algumas alterações que o Parlamento introduziu na nova Lei das ERTs “que não ajudam a clarificar, apenas a confundir e a não estabelecer uma política promocional concertada para o país e os destinos”. Sobre este aspecto deixou claro que “no Alentejo entendemos o trabalho relevante efectuado pela Agência Regional e Promoção Turística e subscrevemos que deve ser essa instituição a realizar a promoção externa do território”, embora para isso esta entidade precise de meios. Referindo-se depois ao PENT, Ceia da Silva sublinhou que “não podemos ter um PENT estático e sem meios financeiros para a sua concretização”, pelo que se torna necessário ligá-lo à “Estratégia Nacional para o período dos Fundos Estruturais 2014-2020, de modo a se garantir o financiamento continuado dos programas e dos projectos que queremos executar”. J.L.E.