Centro de Portugal quer continuar a liderar discussão sobre turismo interno

A região Centro de Portugal quer continuar não apenas a liderar a discussão sobre a importância do mercado interno para o destino Portugal mas quer também, assumidamente, manter vivo esse tema na agenda turística nacional, sublinhou Pedro Machado, presidente da ERT Centro de Portugal, na apresentação do “Vê Portugal 5º Fórum Turismo Interno” que vai decorrer na Guarda a 7 e 8 de Maio.

Em conferência de imprensa que decorreu esta terça-feira na sede da AHRESP, em Lisboa, Pedro Machado apontou três ordens de razões para a intenção do Centro de Portugal de liderar o dossier do turismo interno, a primeira das quais reside na situação de o mercado nacional continuar a ser o mais importante para a Região Centro, significando 55% do número total de hóspedes e de dormidas, com estas a terem ascendido a cerca de 2,5 milhões.

Em segundo lugar porque, à semelhança do que acontece na generalidade do país, o Centro “tem ainda problemas estruturantes para resolver”, como sejam a sazonalidade, a estada média e a “litoralização da actividade turística”. A propósito, o presidente da Turismo Centro de Portugal comenta que “se o mercado interno é o primeiro mercado, é também, seguramente, aquele que está cá 365 dias por ano e que nos permite alavancar uma estratégia consistente e duradoura de fazer com que os portugueses passem férias no seu próprio país, preferencialmente no Centro de Portugal” e por via disso ajude a região a “combater essas três fragilidades”.

Este ano, e muito por via das circunstâncias nefastas que no Verão de 2017 assolaram o território do Centro de Portugal, a região Centro quer continua a promover e a dinamizar o mercado interno, mas quer também lançar-lhe o desafio de dar preferência à região Centro para as suas férias.

Por último, o responsável sublinhou que neste Fórum “Vê Portugal” está também incluído o mercado espanhol, abrangendo, portanto, aquilo que se denomina por mercado interno alargado, com este a assumir-se, de longe, como o mercado mais importante para a região Centro. A propósito recordou que “Espanha representou em 2017 cerca de 700 mil dormidas, uma fasquia muito importante, tendo crescido 11% face ao ano anterior em hóspedes e dormidas”.