Centro nacional de investigação em turismo avança a bom ritmo

O CITUR – Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo, de âmbito nacional, uma das iniciativas da recém criada Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior Politécnico com cursos de Turismo, está a avançar a bom ritmo. Neste momento já estão a ser carregados no portal da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, todos os aspectos que têm a ver com a sua criação e, em termos de investigadores envolvidos, neste momento existem já cerca de 150 em todo o país.

Estas informações foram avançadas ao turisver.com pelos presidente e vice-presidente da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE), Filipe Raul e José Sancho Silva.

Nesta fase inicial, segundo os responsáveis, este centro, que tem como coordenador nacional o professor Jorge Umbelino, vai ficar sediado no Instituto Politécnico de Leiria, em Peniche, e vai ter vários núcleos, entre os quais na ESHTE, que abrange a área da Grande Lisboa.

19 Institutos Politécnicos do país que leccionam cursos na área do turismo, criaram, em finais de 2016 criaram a “Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior Politécnico com cursos de Turismo”.

Esta rede, que tem como principal objectivo harmonizar a oferta formativa leccionada nesta área nos diferentes Politécnicos, com o ajustamento dos planos curriculares às necessidades do sector, o reforço do ensino das línguas e das tecnologias de informação nestes cursos, o fomento da investigação e a promoção de conteúdos relativos à valorização do património e ao turismo sustentável, também preconizava “ a necessidade de criação de condições para se encontrar uma solução mais forte ao nível da investigação em turismo com base nos politécnicos, uma vez que 95% da oferta formativa superior em turismo é feita nesses institutos”, referiu José Sancho Silva.

O vice-presidente da ESHTE, que também é o coordenador da Comissão Executiva da Rede de Politécnicos com cursos de Turismo, adiantou que “estamos a criar condições para conseguir que a parte da investigação feita pelos politécnicos seja mais desenvolvida e seja ainda mais dirigida para as necessidades dos Stakeholders, e que consiga de facto dar aquilo que o turismo neste momento necessita para fazer face aos desafios da inovação e da competitividade”.

Segundo Sancho Silva, uma vez que ó Centro de Investigação Aplicada em Turismo do Instituto Politécnico de Leiria, em Peniche, já estava certificada pelo FCT, foi feito um upgrade para a sua transformação no centro nacional de investigação.

Por sua vez, Raul Filipe considerou que, “as pessoas começam a aperceber-se que a investigação é importante na área do turismo, quando há alguns anos atrás o sector era considerado uma coisa menor”.