Chaves perde delegação de turismo para Vila Real

A delegação de turismo de Chaves, que se encontra inserida da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, vai passar para Vila Real, uma decisão que desagrada ao autarca flaviense, António Cabeleira, que lamenta que ?a decisão já esteja tomada?. ?Infelizmente, é a atitude normal de qualquer decisor tirar do interior e levar para fora?, disse o autarca à Renascença, considerando que, com a saída da delegação de Chaves, ?fica não só comprometida a sustentabilidade de alguns espaços termais e a divulgação turística da região como também ficam comprometidos os actuais postos de trabalho?. O autarca terá tentado manter a delegação e diz que chegou mesmo a disponibilizar um espaço em Vidago para a sua instalação, localizado junto ao futuro balneário das termas, uma vez que, explica António Cabeleira, ?a região do Alto Tâmega possui o melhor manancial termal da Península Ibérica e um dos melhores mananciais termais de águas minerais da Europa?. Já a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal preferiu não prestar declarações sobre a deslocalização da delegação, referindo apenas que ?as cinco entidades regionais, ao nível do país, estão em processo de reestruturação?. Além de perder a delegação turística, também o posto de turismo de Chaves passa a estar fora da rede do Turismo do Porto e Norte de Portugal, outra decisão que António Cabeleira diz não compreender, até porque ?em média, por ano, dois mil turistas vão ao posto de turismo localizado em Chaves, e 3.500 espanhóis utilizam o serviço turístico para a obtenção de informações sobre a região?, explica o autarca. António Cabeleira explica que o posto vai ficar dependente da autarquia e diz não compreender a decisão da Entidade Regional de Turismo, que tem vindo a abrir postos de turismo em Espanha. ?Se é desta forma que se promove o desenvolvimento em Portugal, então, um dia destes, ainda alguém do Governo se lembra de mudar o seu gabinete ministerial para Madrid ou para Bruxelas e fechá-lo em Lisboa?, critica o autarca. I.M.