Companhias aéreas atingem lucros recordes em 2015

Os lucros acumulados das companhias aéreas internacionais devem atingir os 33 mil milhões de dólares em 2015, segundo previsões da IATA, organismo que representa 260 companhias aéreas, o equivalente a 83% do tráfego aéreo global.

De acordo com o organismo com sede em Genebra, apesar dos ataques terroristas recentes, os lucros líquidos para 2015 devem chegar aos 33 mil milhões de dólares. A queda no preço dos combustíveis e o aumento da procura são dois dos factores que contribuem para o aumento dos lucros que, segundo analistas, se manterá no próximo ano.

As empresas aéreas mundiais deverão ter lucro recorde maior do que o esperado este ano e ampliar os ganhos em 2016. Na América Latina e África, porém, o sector ficará no vermelho. A IATA amplia assim pela segunda vez este ano a sua projecção de lucro líquido para o sector aéreo em 2015, o que representa quase o dobro do ganho de 17,3 mil milhões de dólares apurados o ano passado. “São números excepcionais para a indústria aérea”, comentou Brian Pearce, economista-chefe da IATA.

A IATA estima que a descida do preço do petróleo, com o Brent chegando a operar abaixo dos 40 dólares por barril esta semana, levará as empresas aéreas a gastar 180 mil milhões de dólares com combustíveis este ano, 46 mil milhões (ou 20,5%) menos do que em 2014.

As companhias norte-americanas vão ser responsáveis por mais da metade do lucro mundial, ou seja 19,4 mil milhões de dólares, afirmou a IATA. A Europa deverá ser a segunda região mais forte, com ganhos a rondar os 7 mil milhões de dólares, à frente da Ásia e do Pacífico, com 5,8 mil milhões. Por outro lado, as empresas da América Latina e da África deverão ter perdas de cerca de 300 milhões de dólares cada uma, este ano.

As margens de lucro também deverão crescer, com o retorno sobre capital atingindo 8,3% em 2015, prevê a entidade.

A IATA calcula o tráfego de passageiros deste ano em 3,6 mil milhões( + 6,7%), que no ano anterior, e o de 2016, em 3,8 mil milhões.

Para o próximo ano, a IATA prevê que o lucro do sector avançará para 36,3 mil milhões de dólares, com retorno sobre capital de 8,6% e queda adicional de 24,7% nos gastos com combustíveis, para 135 mil milhões de dólares.

” Depois de destruir valor ao longo de décadas, o transporte aéreo finalmente oferece a rentabilidade mínima que os accionistas têm o direito de esperar”, congratulou-se Tony Tyler, presidente da IATA, para acrescentar que “com um lucro inferior a dez dólares por passageiro, a rentabilidade ainda é ainda frágil”.