Competitividade do turismo debatido pela AHP no Algarve

“Apoios Financeiros à Remodelação de Empreendimentos Turísticos e Outros Estímulos para o Desenvolvimento Turístico no Algarve” foi o tema central do último almoço mensal da AHP com os seus associados, no Algarve, que contou com a intervenção de Carlos Abade, vogal do Conselho Directivo do Turismo de Portugal.

Carlos Abade defendeu quatro eixos estratégicos para enfrentar o desafio da competitividade, tendo começado por evidenciar o peso do turismo em Portugal, com metade das exportações de serviços do pais a corresponderem ao sector do turismo, e a “dinâmica de forte crescimento em 2016”, acrescentando ainda que “o Algarve cresce a bom ritmo seguindo a tendência dos últimos anos”.

O responsável destacou ainda a importância das rotas aéreas tendo-se referido ao “crescimento recorde no aeroporto de Faro em 2016” e o reforço dos lugares disponibilizados para o Algarve no Inverno de 2016/17.

Como terceiro eixo, o vogal do Turismo de Portugal evidenciou os Programas de Estímulo, nomeadamente aqueles que visam captar congressos ou reforçar a presença online do destino. “Em suma, para combater a sazonalidade é necessário criar condições para uma maior atracção dos fluxos turísticos, objectivo para o qual o Programa 365 Algarve, iniciado em 2016, foi criado”.

Carlos Abade deu a conhecer ainda que “o financiamento para a remodelação de hotéis correspondeu em 2016 a 100% de aprovação dos projectos apresentados e colocados através da linha de qualificação da oferta”.

No seu discurso de boas-vindas, o presidente da AHP realçou a performance do Algarve “como destino maduro”, que em 2016 confirmou a tendência de crescimento, tendo registado “mais 6% de taxa de ocupação, que fechou a 64,5%; mais 10% do preço médio, que chegou aos 93 euros; e mais 16% do RevPar, que atingiu os 60 euros”, de acordo com os dados do AHP Hotel Monitor.

Raul Martins recordou ainda a importância das intervenções periódicas nos empreendimentos turísticos, “como forma de concorrerem com a nova oferta que vai surgindo”, adiantando que “o financiamento bancário comum não se afigura ajustado à hotelaria, visto que acarreta um peso sobre a tesouraria que esta não suporta. É por isso que o programa de apoio à requalificação dos hotéis é particularmente interessante para todos, litoral ou interior”.