Conclusões do “Vê Portugal – 2º Fórum de Turismo Interno”

Centrado na ideia de construção dos destinos turísticos, na valência da estruturação dos produtos e no valor dos projectos diferenciadores, o “Vê Portugal – 2.º Fórum Turismo Interno” decorreu no Centro de Congressos de Aveiro, nos dias 25 e 26 de Junho.
Organizado pela Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, que quer liderar o debate em torno das questões relacionadas com o turismo interno, a segunda edição do Fórum “veio confirmar a importância e pertinência do debate em torno das múltiplas variáveis do negócio turístico, associado ao mercado interno”.
Segundo a organização, “a actualidade dos painéis contribuiu para afirmar estratégias de acção e gestão assentes na inovação, sustentabilidade, diferenciação e afirmação identitária dos destinos” que estão patentes nas conclusões retiradas dos vários painéis e que a seguir transcrevemos.

Conclusões:
1.º Um destino/produto para ser “inteligente” deverá procurar manter a sua identidade e autenticidade, promovendo, paralelamente, a qualidade das suas infra-estruturas e serviços, reforçando a aposta nas novas tecnologias, na inovação e na disponibilização do conhecimento, e em políticas adequadas e governança;
2.º A preocupação com a sustentabilidade dos destinos justifica-se, cada vez mais, pelo aumento da consciência da responsabilidade social e pelo comprovado aumento da procura por produtos turísticos sustentáveis. O caminho que se aponta é no sentido da conciliação entre crescimento económico e a responsabilidade social e ambiental;
3.º O Turismo Criativo poderá ser uma resposta a questões como a sazonalidade da procura turística, e o aumento da estada média dos turistas nos territórios. Paralelamente, permite a diferenciação dos destinos e é um segmento turístico de qualidade e com baixo investimento;
4.º É cada vez fundamental conhecer de forma aprofundada e atempada o “novo” perfil do turista português, os seus hábitos e padrões de consumo, para que se promova eficazmente os destinos, com mensagens personalizadas, e capaz de os envolver na criação de novas experiências turísticas;
5.º Diversos projectos diferenciadores de empreendedores portugueses, espalhados por todo o país, apontam, como casos de sucesso, para a importância do aproveitamento criativo do ADN dos produtos já existentes no território. Trata-se de projectos que recuperam e dão vida ao património, enriquecendo a oferta e envolvendo de forma inclusiva as comunidades, e com isto, dinamizam a economia e criam emprego. No fundo, reforça-se a importância de se reinventar o que já existe, mantendo a autenticidade da oferta, respeitando a história e identidade do território;
6º Uma das conclusões mais relevantes, e o elemento transversal a todos os painéis, é a importância das pessoas e do capital humano. Um destino só será inteligente se houver uma aposta na formação e informação das pessoas que nele vivem; a sustentabilidade faz-se promovendo canais de comunicação e discussão do território, entre privados e públicos, e tem como grande objectivo a melhoria das condições de vida de quem nele habitam; no turismo criativo, são as pessoas e a sua autenticidade, o principal mote para a visita ao território; o turismo é feito por pessoas e para pessoas, pelo que conhecer as suas principais motivações e expectativas, é a pedra basilar de uma estratégia eficaz de promoção turística; as diversas estratégias e produtos que se pretendam desenvolver nas regiões, devem ser inclusivos e pensados com e para a comunidade/pessoas que nelas habitam”.