Congresso APAVT: Associação exige a não discriminação da distribuição

Esta foi uma das exigências que o presidente da APAVT deixou expressa na sessão de abertura do 42º Congresso da Associação em Aveiro, subordinado ao tema “Turismo: Liberdade de escolha e factores de competitividade”. Pedro Costa Ferreira referia-se ao que chamou de “tentativas” de alterar a normalidade da cadeia de distribuição do sector.

O ano de 2016, recordou o presidente da APAVT “conheceu várias tentativas, quer europeias, quer nacionais, de alteração do status quo da cadeia de distribuição do sector”, nem todas de igual importância ou dimensão, ou como afirmou, “umas mais sérias que outras; umas mais atabalhoadas que outras; algumas até, mais ridículas do que outras…”.

Citou, a este propósito, a luta contra a imposição da taxa DCC do grupo Lufthansa, a nível europeu e, já em termos internos, as alterações provocadas pela privatização da TAP, tendo sido a este respeito que Pedro Costa Ferreira expressou a exigência dos agentes de viagens: “Exigimos que não haja discriminação do canal de distribuição. É uma ideia simples, fácil de implementar, forte nas suas consequências”, afirmou. Acrescentou no entanto que o facto de se manterem na TAP “vários quadros históricos no âmbito da relação com as agências de viagens, ajuda certamente à gestão das nossas preocupações” uma vez que, considerou, “eles, melhor do que ninguém, conhecem a nossa força, o nosso peso específico na actividade da TAP e também, não menos importante, a nossa vontade de dialogar e cooperar”.

Pedro Costa Ferreira deixaria um recado a esses quadros da TAP, dos quais disse esperar “que respeitem a nossa força e que utilizem com vantagens a nossa capacidade de diálogo”.

*Em Aveiro a convite da APAVT