Consequência do Brexit: A britânica easyJet quer ser europeia

A companhia low cost britânica easyJet anunciou sexta-feira que apresentou um pedido de certificado de operador aéreo (COA) noutro país da União Europeia, sem no entanto especifica qual, devido ao facto do Reino Unido ter decidido abandonar a UE, após os resultados do referendo que aprovou o Brexit. A empresa não menciona a possibilidade de mudar de sede.

A easyJet explicou em comunicado que “este certificado, que é emitido pela entidade reguladora do sector da aviação em cada país, permitirá companhia operar em toda a Europa como faz hoje” e acrescentou que “ até que o resultado das negociações entre o Reino Unido e a União Europeia não for claro, a easyJet não precisa fazer mais alterações estruturais ou operacionais”.

A companhia low cost concentra a maior parte da sua actividade na Europa e transporta 70 milhões de passageiros anualmente. As empresas aéreas britânicas temem que a saída da EU as faça perder o acesso ao “céu aberto europeu”, regulado pelo bloco, em que todas as transportadoras aéreas dos países membros operam sob as mesmas condições.

Refira-se que dois dias antes da realização do referendo, a easyJet reiterou o seu apoio à permanência do Reino Unido na União Europeia, convidando os cidadãos britânicos a dar um “não” ao Brexit, através de uma declaração da sua delegada conselheira Carolyn McCall, apoiada por Stelios Haji-Ioannou, fundador da transportadora aérea.

Ambos argumentaram o quão benéfico tem sido para a aviação europeia, e em particular para a britânica, as políticas da União Europeia aplicadas em conjunto pelos seus estados membros, e em especial a de céus abertos que facilitou o incremento das companhias aéreas de baixo custo, a qual a easyJet ajudou a criar há 20 anos.