Crescimento da easyJet desacelera em Portugal

Depois de ter crescido mais de 20% em Portugal no último Inverno, a easyJet prevê, no mesmo período deste ano uma subida apenas de 3%, sendo que para o Verão ainda não há estimativas, revelou aos jornalistas, José Lopes, director da companhia aérea low cost no nosso país.

À margem do evento de apresentação, no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, do seu novo avião Airbus 320neo, o responsável justifica esta desaceleração em Portugal com a falta de espaço no aeroporto de Lisboa, o que começa a acontecer também aos poucos com o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, até pelo menos 2019 quando estiverem prontas as obras que visam aumentar a sua capacidade, já que muitas companhias aéreas, por falta de slots na capital portuguesa, estão à procura de alternativas na Invicta para o próximo Verão. “Fizemos um pedido para dois mil slots para o aeroporto do Porto e só obtivemos 40”, exemplificou.

Apesar da operação da easyJet não ter decrescido em qualquer um dos aeroportos onde opera em Portugal, designadamente Lisboa, Porto, Faro e Funchal, e de não se colocar a questão da sua retirada do mercado português, “até porque Portugal continua a ser importante para nós”, para José Lopes, o futuro não se perspectiva sorridente. Neste sentido, a transportadora aérea tem vindo a dialogar com a ANA Aeroportos e outras entidades ligadas ao sector no sentido da aceleração dos estudos e concretização do projecto do aeroporto alternativo à Portela, até porque “cada dia que passa todos os dedlines vão-se atrasando”, lembrou o director da easyJet para Portugal, acrescentando que “em vez de maximizar oportunidades, estamos a perdê-las”.

A operar em Portugal desde 1998, com duas bases no país (Lisboa e Porto) inauguradas em Abril de 2012 e Primavera de 2015, respectivamente, e com cinco aeronaves na Portela e três na Invicta, e easyJet está prestar a celebrar a marca dos 50 milhões de passageiros transportados. A partir da sua base de Lisboa, serve 21 rotas, e do Porto 13 rotas. No ano passado, a transportadora aérea low cost em Portugal transportou 6 milhões de passageiros, dos quais um terço da sua base de Lisboa, em mais de 38 mil voos, o que corresponde a um aumento superior a 14%, com uma taxa de ocupação de 95,6%.