CTP alerta Troika sobre necessidade de crescimento económico

Reunida ontem com a Troika, no âmbito de um encontro em que foram recebidos os parceiros sociais, a Confederação do Turismo Português (CTP) deixou um alerta aos representantes do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu: é inevitável criar medidas de crescimento para a economia em Portugal. Durante a reunião, o presidente da CTP, Francisco Calheiros, demonstrou, uma vez mais aos representantes da Troika, o potencial do turismo como motor de crescimento económico. Aproveitou igualmente para alertar para alguns dos atuais problemas com que os empresários do setor se debatem. Francisco Calheiros defendeu, nomeadamente, a necessidade de implementação de medidas de incentivo ao crescimento económico: “Só com medidas concretas de estímulo ao crescimento das empresas nacionais será possível fazer crescer a economia e, simultaneamente, combater o nosso maior problema: o desemprego”, afirmou o presidente da CTP. Entre as várias medidas apresentadas pela Confederação do Turismo Português, destaca-se a descida do IVA na restauração e no golfe, como “garantia para continuar a competir com alguns dos nossos principais concorrentes”, lê-se no comunicado enviado à imprensa. Ainda no domínio da política fiscal, a revisão do código de IRC, que está em preparação, deverá, na opinião da CTP, “estabelecer uma diminuição significativa do imposto, senão mesmo a sua isenção imposto, no caso de reinvestimento dos lucros” Francisco Calheiros relembrou ainda a questão vital do financiamento das empresas e alertou também para a importância de dinamizar o capital de risco. Porque o turismo depende em muito dos mercados externos, a imagem de Portugal como país seguro tem sido uma preocupação da CTP que considera “vital preservar essa imagem de estabilidade social em Portugal”, tentando “minimizar tanto quanto possível, o impacto negativo e devastador a todos os títulos, de uma imagem de Portugal como um país com instabilidade económica, política e social”. M.F.