CTP considera “urgente” política de prevenção contra incêndios

Face aos avultados prejuízos causados no património, recursos e equipamentos turísticos, pela recente vaga de incêndios que assolou o país, a CTP defende um novo modelo de ordenamento do território e maior prevenção.

Em comunicado difundido esta quarta-feira, a Confederação do Turismo Português considera que “as vagas de incêndios que todos os anos assolam o território português têm um impacto negativo no sector do Turismo” pelos “prejuízos avultados” que têm causado no património, recursos e equipamentos turísticos.

Neste âmbito, a CTP veio defender “uma mudança no modelo de governança e de instrumentos de gestão e sua monitorização, no que se refere ao ordenamento do território do país e dos destinos turísticos, e uma política eficaz de prevenção de forma a evitar os incêndios de grande dimensão”

“Mais do que investir em medidas de combate aos incêndios que absorvem anualmente avultados recursos financeiros, é urgente apostar numa política de prevenção, que garanta o repovoamento e conservação da natureza e a defesa do património, elementos estruturantes do nosso Turismo”, afirma Francisco Calheiros, presidente da CTP.

No mesmo comunicado, a Confederação do Turismo Português lembra ainda que, de acordo com os dados do Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais, “a extensão da área ardida até agora no nosso país já ultrapassa toda a área ardida dos estados membros da União Europeia” para o que contribuíram em muito os incêndios na Madeira.

“Ainda não sabemos com exactidão o prejuízo causado pelos incêndios num dos mais importantes destinos turísticos portugueses, mas com certeza que será muito grande”, afirma Francisco Calheiros, acrescentando que “só o empenho, a coragem e a resistência dos madeirenses permitiram ultrapassar os momentos tão difíceis que se viveram nos últimos dias”.