“Deixem a lei 33/2013”, pediu o presidente da ANT em Comissão Parlamentar

Ouvido em Comissão Parlamentar, esta quarta-feira, o presidente da Associação Nacional de Turismo (ANT), Desidério Silva, que também preside à RTA, alertou para os constrangimentos financeiros que as regiões estão a sofrer e defendeu que a gestão da promoção turística não deve ser entregue às comunidades intermunicipais. O responsável falou ainda do flagelo dos incêndios e disse esperar que não tenham impacto negativo no turismo.

Na audição, o presidente da Associação Nacional de Turismo, Desidério Silva, pediu que “que deixem a lei 33/2013” – o número da lei ficou célebre por ter sido a responsável pela redução das regiões turística do continente  para apenas cinco. O motivo é que, por via desta lei, a situação financeiras das Entidades Regionais de Turismo está a ficar complicada, por via de cativações e cortes, impedindo-as de cumprir as suas missões. “As cativações vão para mais de 12%, os cortes são enormes, quando o que precisamos é que as Regiões de Turismo tenham autonomia financeira para poder dar resposta às exigências que a lei lhe confere”, explicou Desidério Silva, citado pela Agência Lusa.

Já na sua qualidade de presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, falando dos problemas financeiros com que se debate a RTA e que a impedem de “qualificar, restruturar, valorizar” como seria sua incumbência, disse ter já informado a Associação Nacional de Turismo de que não garante assegurar a participação da região na BTL 2018, exactamente devido à escassez de verbas.

Aproveitou igualmente para deixar claro que a gestão da promoção turística não deve ser entregue às comunidades intermunicipais, uma possibilidade que tem vindo a ser aventada.

Na sua função de presidente da ANT, Desidério Silva afirmou esperar que os incêndios do passado fim-de-semana “não tenham uma imagem negativa no contexto do Turismo”, até porque este tipo de situações “podem acontecer em qualquer parte do mundo”. Deixou ainda uma “mensagem de solidariedade, de respeito e de consideração”, às famílias enlutadas, aos “agentes que estão no terreno” e a todos os que estão “a tentar minimizar o impacto”.