Deloitte estima surgimento de 30 novos empreendimentos turísticos em 2013

O tecido hoteleiro português deve continuar a crescer em 2013, ainda que a um ritmo mais brando que no ano passado, quando o país ganhou cerca de 200 novos estabelecimentos hoteleiros, com a consultora Deloitte a estimar que, este ano, possam surgir 30 novos empreendimentos turísticos. A conclusão, extraída do Atlas da Hotelaria 2013, estudo realizado anualmente pela Deloitte, revela ainda que Lisboa será a cidade do país que maior número de estabelecimentos vai ganhar, prevendo-se 13 novos empreendimentos na capital, seguindo-se a região Centro com sete unidades, o Norte com cinco, o Algarve com quatro, o Alentejo com três e a Região Autónoma da Madeira com dois. O Atlas da Hotelaria 2013 analisou também os grupos presentes em Portugal, concluindo que o Grupo Pestana /Pousadas de Portugal se mantém na liderança em número de hotéis, o que se repete desde 2007, contando com um total de 6.335 unidades de alojamento, seguindo-se a Vila Galé Hotéis com 3.800 unidades de alojamento, a Accor Hotels com 3.113, a Tivoli Hotels & Resorts com 2.471 e a VIP Hotels com 2.101 unidades de alojamento. O estudo da Deloitte destaca ainda o reforço da presença internacional por parte dos principais grupos hoteleiros nacionais mas diz que, ?apesar de pequenas variações verificadas no total de unidades de alojamento de cada grupo, estas posições não têm vindo a sofrer alterações?, continuando o mercado a ser caracterizado por uma ?forte segmentação, por oposição à consolidação?. Assim, de acordo com o estudo da Deloitte, ?61% dos empreendimentos turísticos e 40% das unidades de alojamento a pertencerem a empresários independentes?, o que representa um aumento de quatro pontos percentuais face ao ano passado, em ambos os casos. Relativamente à tipologia, a Deloitte revela que os hotéis continuam a dominar, representando 70% do tecido hoteleiro português, o que traduz uma subida de três pontos percentuais face ao apurado no estudo do ano passado, ainda que, em termos absolutos, as restantes tipologias apresentem aumentos no número de empreendimentos, como os apartamentos turísticos, aparthotéis, hotéis rurais e aldeamentos turísticos, com excepção das pousadas que passaram de 42 em 2011, para 35 em 2012. Já quanto à categoria, os hotéis de três e quatro estrelas continuam a ser os predominantes, representando 72% do mercado, dos quais 38% dizem respeito aos hotéis de três estrelas, enquanto os restantes 35% são quatro estrelas, seguindo-se os de duas estrelas, que representam 16%. Já as pousadas perderam representatividade e passam de 3% para 2%, factor decorrente do encerramento de empreendimentos desta tipologia. Por regiões, o Algarve continua a liderar a oferta hoteleira, com 25% dos empreendimentos turísticos, seguido do Norte e Centro, ambos com 21%, e de Lisboa, com um total de 14% dos empreendimentos. O Alentejo mantém os 8% de fatia do mercado, seguido da Região Autónoma da Madeira, com 7%, e da Região Autónoma dos Açores, com 4%. Já quanto ao RevPar, o estudo apurou que a receita média por quarto disponível foi, no ano passado, mais alta em Lisboa, com 40,50 euros, seguida da Madeira (30,6?), Algarve (27,4?), Norte (20,6?), Açores (20,5?), Alentejo (17,8?) e Centro (14,9?). No total, Portugal conta com 1.704 empreendimentos turísticos, que representam cerca de 129 mil unidades de alojamento, número que continuam a apresentar uma tendência de crescimento apesar da crise e de todos os condicionantes económicos e financeiros. I.M.