Deloitte: Portugal vai ter 38 novas unidades hoteleiras este ano

A 12.ª edição do Atlas da Hotelaria da consultora Deloitte antecipa em 2017 a abertura de 38 novas unidades hoteleiras em Portugal, destacando que o país fechou 2016 com 1.945 empreendimento turísticos, mais 81 que no ano anterior.

O relatório faz, no fundo, um raio-x ao turismo nacional, tanto em termos de tipologia das unidades hoteleiras, como de dormidas, regiões mais procuradas e os maiores grupos hoteleiros, indicando, por outro lado que a maioria das unidades hoteleiras que deverá nascer este ano no país é de quatro e cinco estrelas, e sobretudo em Lisboa (18). Para o Norte, estão previstas oito aberturas, para o Centro sete, para o Algarve quatro e para os Açores uma.

Quanto à concentração de empreendimentos, refere a análise da Deloitte, o Algarve e o Norte lideram (22% cada), seguindo-se a Região Centro (21%), Lisboa (15%), Alentejo (8%), Madeira (7%) e Açores (5%). O Algarve também surge em primeiro lugar em relação ao número de unidades de alojamento, com 32%. Lisboa surge no segundo posto, com 21%.

Nas classificações de empreendimentos turísticos, as três (33%) e quatro (38%) estrelas são as que mais predominam a nível nacional, enquanto os empreendimentos de duas estrelas ocupam a terceira posição, com 17%, e os de cinco estrelas o quarto lugar, com 8%. Os hotéis continuam a ser a tipologia mais comum, representando 73% do total.

Os grupos Pestana Hotels & Resorts/ Pousadas de Portugal (5,2% do total), Vila Galé Hotéis (3%) e Accor Hotels (2,4%) formam o top 3 do ranking nacional dos 20 grupos hoteleiros/ entidades responsáveis com o maior número de unidades de alojamento.

De acordo com o relatório, o número de dormidas ultrapassou os 53 milhões, enquanto as receitas de aposento superaram os dois mil milhões de euros, tendo a taxa de ocupação sido superior a 63%.

As regiões da Madeira (77,5%) e de Lisboa (72,5%) registaram a maior taxa de ocupação em 2016, com a zona da capital a apresentar também o preço médio por quarto mais elevado do país (80,65 euros).

Já na estadia média mais elevada, os ‘campeões’ são a Madeira (5,39 dias) e o Algarve (4,49 dias).

Todas as regiões viram as suas receitas por quarto disponível (RevPAR) crescer e Lisboa voltou a destacar-se com uma receita de 59,18 euros, o que significou um aumento de 5,58 euros face ao ano anterior.

O índice de sazonalidade mostra que os meses de Julho, Agosto e Setembro são os que registam o maior número de dormidas.