Destinos emergentes vão dominar crescimento do turismo, diz Taleb Rifai

Em Madrid, num fórum em que se abordou o turismo como parte integrante da actual “nova economia”, o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai, pôs a tónica na importância do turismo para a erradicação da pobreza, o desenvolvimento económico e a criação de empregos. Rifai continuou a apontar a meta dos 1,8 mil milhões de turistas em 2030 e fez até uma breve menção a Portugal. Num fórum em que participou também o ministro espanhol da Industria, Energia e Turismo, Jose Manuel Soria, fez uma curta análise da actual situação económica mundial, da necessidade de gerar empregos no mundo, para afirmar, uma vez mais, o papel fundamental que a indústria das viagens e turismo pode desempenhar a este nível e sublinhar o peso crescente dos destinos emergentes. “Turismo significa empregos, oportunidades de negócio para pequenas e médias empresas, a renovação de áreas urbanas e rurais, a preservação e promoção da herança natural e cultural de um país”, sublinhou Taleb Rifai. O secretário-geral da OMT, que afirmou que “turismo significa redução da pobreza”, acrescentou que uma das mais importantes tendências verificadas nos últimos anos teve a ver com o crescimento das economias emergentes de alguns destinos turísticos, onde chegam hoje cerca de metade dos mil milhões de turistas que o ano passado andaram pelo mundo. Segundo Taleb Rifai, a tendência é para a continuação do crescimento das economias emergentes a um ritmo bastante superior das antigas (4,4% para as emergentes contra 2,2%), levando a que em 2030 estes países suplantem, em movimento turístico, os outros destinos. Segundo Rifai, em 2030 os destinos emergentes irão concentrar mil milhões de turistas, num leque de 1,8 mil milhões que nesse ano deverão viajar em todo o mundo. Rifai, que falou dos benefícios do turismo, na economia, na criação de emprego, de forma directa e indirectas, dos impactos colaterais da actividade, fez até uma breve menção a Portugal, referindo uma “profícua” reunião que manteve em Dezembro último com o Presidente da República, Cavaco Silva. Mais do que isso, sublinhou que, depois desta reunião, ficou “muito satisfeito” por saber que o “Presidente Silva” “convidou os Embaixadores portugueses a trabalharem no sentido de ajudarem ao aumento das exportações, da captação de investimento estrangeiro e de trazer mais turistas”. M.F.