DGS aponta cuidados a ter em viagens à ilha de Santiago

Face à confirmação de um surto de malária na cidade da Praia, na ilha de Santiago (Cabo Verde), a Direcção-Geral de Saúde emitiu um comunicado em que divulga os cuidados que os viajantes devem ter nas deslocações a este destino e avança que “as grávidas devem evitar viajar para a ilha de Santiago”.

A Direcção-Geral de Saúde alerta os viajantes que se deslocarem à cidade da Praia, ilha de Santiago para a necessidade de “marcação de Consulta do Viajante ou com o médico assistente, pelo menos 4 semanas antes da partida” e de realizarem a “quimioprofilaxia para a malária, de acordo com as indicações do médico”.

Avança igualmente com algumas “medidas de protecção individual contra a picada de mosquitos”, como a aplicação de “repelentes em adultos e crianças, ao longo do dia”, devendo estes ser aplicados após o protector solar, no caso de este ser utilizado também pelos viajantes. As crianças em carrinhos de bebé e berços devem ser protegidas com redes mosquiteiras, deve dar-se preferência a alojamentos com ar condicionado ou utilizar-se redes mosquiteiras nas camas e o vestuário deve ser “preferencialmente largo, de cores claras, fibras naturais e que diminua a exposição corporal à picada dos mosquitos (camisas de manga comprida, calças e calçado fechado)”.

A DGS faz uma chamada de atenção particular às grávidas, aconselhando-as a “evitar viajar para a Ilha de Santiago, cidade da Praia. Se a viagem for inadiável, deverão recorrer à Consulta do Viajante ou ao médico assistente”.

Por fim, alerta que “os viajantes que regressem de Cabo Verde e apresentem sintomas sugestivos de infecção por malária (febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e mal-estar), até 6 meses após o regresso, devem contactar o SNS 24 (808 24 24 24) ou consultar o médico assistente, logo que possível, referindo a viagem”.