easyJet anuncia até Maio novo país de “acolhimento”

Em conferência de imprensa em Lisboa, nesta quinta-feira, José Lopes, director comercial da easyJet em Portugal, afirmou que até Maio será tomada e anunciada a decisão sobre qual o país da União Europeia onde a companhia aérea irá pedir o Certificado de Operador Aéreo a nível comunitário.

Com a vitória do Brexit, e consequente futura saída do Reino Unido da União Europeia, surgiu a necessidade da easyJet garantir o continuar do seu modelo de negócio, onde opera em países da União Europeia sem qualquer tipo de restrições. Como tal, a companhia aérea necessita de um Certificado de Operador Aéreo a nível comunitário obtido através de um país de pleno direito da U.E.. Esta certificação vem garantir a estabilidade do seu modelo de negócio e o continuar da oferta a que vem habituando os seus passageiros.

Embora Portugal seja um dos países que está a ser analisado para esta mudança, José Lopes não confirma, por enquanto, o nome de qualquer futuro regulador. Contudo, “estamos muito perto de tomar uma decisão”, que será anunciada aquando da apresentação dos resultados da transportadora aérea relativos ao primeiro semestre do presente ano, em Maio próximo. A vir para Portugal, a easyJet ultrapassaria a TAP, tornando-se a maior companhia aérea nacional.

O país que será escolhido terá entre mais 100 a 150 aviões nele registados, o que implica que não só no caso de Portugal mas em todos os outros países da União Europeia, à excepção de três, a easyJet passe a ser a maior companhia de aviação. A nível de instituições internacionais, o regulador do país escolhido pela easyJet passará a ter um peso maior a nível de política aérea internacional e de gestão de espaço aéreo, existindo, ainda, o benefício dos custos associados, com o pagamento da empresa a nível de registos, inspecções e licenças, entre outros.

Somente para estabelecer o certificado de operador, estima-se que o investimento ronde os 10 milhões de euros. Verbas que advêm de diversos processos técnicos, como a alteração dos manuais de operação para que passem a cumprir as exigências e normativas do novo regulador e a inspecção individual dos aviões, antes de serem aprovados e inscritos no certificado de regulação. Tudo isto resulta num processo que se espera que dure o mínimo de um ano a ser implementado, que, tendo início ainda em 2017, será consumado antes da saída do Reino Unido da União Europeia.

Contudo, o que não se verificará é a alteração da sede da easyJet, que permanecerá em Luton, no Reino Unido.