easyJet quer mais operadores de handling nos aeroportos portugueses

O diretor ibérico da easyjet, Javier Gándara, considera “uma anomalia” o facto de Portugal não ter pelo menos dois operadores de handling independentes em cada aeroporto nacional, considerando que isso permitiria grandes poupanças. “Hoje em dia já há grandes grupos independentes de handling com presença mundial e o que sugeria para Portugal era que existisse essa tendência. Isso não acontece e é uma anomalia que gostava que fosse corrigida”, afirmou Gándara à Lusa, após a divulgação dos resultados da companhia low cost nos últimos seis meses. O director ibérico da easyJet dá como exemplo o aeroporto de Faro, onde existe apenas um operador, bem como Lisboa, onde apesar de existirem dois operadores, se tratam de empresas detidas pela ANA e pela TAP. Javier Gándara diz que, no caso de Faro, a situação não cumpre a directiva europeia que estabelece como mínimo a existência de dois operadores de handling independentes em cada aeroporto, o que permite poupar custos, que na easyJet atingem os 30% em despesas aeroportuárias, 80% dos quais correspondendo às taxas, enquanto os restantes 20% são para as operações de handling. Gándara manifestou-se também preocupado com a subida das taxas aeroportuárias em território nacional, alertando que o aumento de 4% previsto para Lisboa, a partir de Junho, “pode levar à diminuição de tráfego aéreo a médio e longo prazo”. I.M.