Elidérico Viegas preocupado com possível saturação do aeroporto de Faro

Elidérico Viegas, presidente da AHETA, manifesta-se preocupado com a possível saturação a curto/médio prazos do Aeroporto de Faro, sublinhando a necessidade de se equacionar desde já a necessidade de dotar o Algarve com uma nova infra-estrutura aeroportuária.

Em artigo de opinião num jornal algarvio (diário-online), o responsável refere que “não é difícil perspectivar que, caso se continuem a verificar os ritmos de crescimento dos últimos anos, o Aeroporto de Faro estará saturado no curto/médio prazos e, por conseguinte, sem qualquer capacidade objectiva para continuar a responder aos desafios decorrentes do crescente aumento das ofertas e procuras turísticas internacionais, tanto mais que o limite da sua capacidade não está muito distante”.

E isto porque, como é sabido, “o Aeroporto de Faro localiza-se numa área ambiental frágil e protegida, perto de uma zona urbana e, portanto, sem qualquer possibilidade objectiva de desenvolvimento, quer no que respeita à construção de mais pistas de aterragem e descolagem, quer no que se refere à capacidade da gare, quer ainda relativamente a outros serviços de apoio, nomeadamente áreas para parqueamento e manutenção de aeronaves, para além das incapacidades técnicas para acolher voos intercontinentais”, considera o presidente da AHETA.

Lembrando que para construir se uma nova infra-estrutura deste género e a sua concretização definitiva, são sempre necessários pelo menos 20 anos, Elidérico Viegas recomenda aos mais altos responsáveis da governação “a equacionar, desde já, a necessidade de dotar o Algarve com uma nova infra-estrutura aeroportuária, devendo os respectivos estudos preliminares avançar o mais rapidamente possível, designadamente a escolha do local para a sua implantação física.

No seu artigo, o dirigente associativo chama atenção para: “Numa altura em que as atenções sobre estas matérias estão centradas em Lisboa, não só não é descabido como é oportuno, em nome do interesse regional e nacional, chamar a atenção para os constrangimentos que fatalmente irão ocorrer, mais tarde ou mais cedo, no Aeroporto de Faro e, por essa via, no desenvolvimento económico e social da região do Algarve”, até porque “a solução Faro+um, à semelhança do que está previsto para Lisboa, não é enquadrável no caso do Algarve, na medida em que Beja se localiza fora da esfera de acção do Aeroporto de Faro, mais de 100/120 Km, e o número de habitantes e turistas não é suficiente para a rendibilidade pretendida”.