Empresas constituem Associação de Actividades Marítimo Turísticas do Douro

Com vista a encontrar soluções para o sector, 28 empresas marítimo turísticas (cruzeiros e hotéis) uniram-se para constituir a Associação das Actividades Marítimo Turísticas do Douro (AAMTD). O empresário Mário Ferreira foi eleito presidente.

A nova entidade tem como objectivo principal “discutir soluções com o Governo modo a que sejam zelados, de forma eficaz, os interesses das empresas e dos turistas, até porque se ao fim de 25 anos a associação surge é por ser notória a inércia total na resolução dos problemas do sector”, adianta Telmo Leite, vice-presidente da AAMTD.

No dia em que abre 50 por cento da navegação do Douro, com sete dias de atraso, a nova entidade entende ser o momento certo para actuar.

Manutenção da via navegável (as bóias de sinalização), marcação e gestão das eclusagens das barragens, garantia das comunicações de segurança na navegação, e cedência da informação em tempo real de caudais e barragens são os principais itens que a nova associação pretende ver cumpridos por parte da entidade que os tutela, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

“O permanente e sucessivo atraso na reposição, controlo e balizagem ao longo do rio Douro, fortemente acentuado com a passagem da gestão do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos do Norte (IPTM), na Régua, para APDL, em Matosinhos, começa a assumir proporções absurdas e que podem até criar situações delicadas no dia a dia”, diz Humberto Tenazinha, também vice-presidente da AAMTD, acrescentando que a “APDL está vocacionada para portos de mar, de mercadorias, não faz sentido nenhum que esteja responsável por actividades navegáveis de rios de interior”.

A AAMTD reúne 28 empresas do sector que no seu todo empregam milhares de trabalhadores e gerem centenas de embarcações.