Empresas de turismo vão ter tratamento igual às restantes actividades assegurou ontem Poiares Maduro

A garantia foi dada por Miguel Poiares Maduro, ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, ao falar no jantar-debate subordinado ao tema “Portugal 2020 – Desafios para o Turismo Interno”, que serviu de pré-abertura ao “Vê Portugal – 1.º Fórum de Turismo Interno”, organizado pela Turismo do Centro e que hoje termina em Viseu. Na intervenção que proferiu, as primeiras palavras de Poiares Maduro foram de elogio para o sector do turismo e para enaltecer o seu peso enquanto actividade económica de exportação. “É hoje uma evidência nacional que o turismo é um dos sectores mais dinâmicos da nossa economia. A pujança das suas exportações, que nos últimos três anos aumentaram a uma média de cerca de 7% ao ano, é a prova disso”, sublinhou o ministro. Para reforçar a importância da actividade turística, Poiares Maduro referiu que “o turismo é o nosso maior artigo de exportação”, pois representa “13% das exportações totais e cerca de 45% das exportações de serviços”. Actividade responsável por “8% da totalidade do emprego em Portugal”, o turismo apresenta também uma “balança, isto é, o saldo entre aquilo que o país exporta, a título de turismo, e aquilo que importa” que “é confortavelmente positiva”. Para o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, “o grande desafio que o país tem pela frente é o desafio da competitividade. Tornar a nossa economia competitiva, capaz de prosperar na economia global, é chave do nosso futuro”, com o turismo interno a poder desempenhar aqui “um papel determinante”.Por isso, disse, o turismo interno “pode e deve ser relevante no quadro do próximo ciclo de programação de fundos europeus, o Portugal 2020”. “O turismo gera exportações e enquanto tal, é, por definição, gerador serviços transacionáveis. Mas pode também substituir as importações, atraindo de forma competitiva o turismo nacional que tradicionalmente se dirige para o exterior. Visto desta forma, o turismo interno insere-se perfeitamente nas prioridades que estabelecemos para o Portugal 2020”, afirmou. “As empresas e em especial as Pequenas e Médias Empresas (PME), serão o grande destinatário dos fundos europeus”, afirmou Poiares Maduro, assegurando que “as empresas do sector do turismo terão, no âmbito do Portugal 2020, o mesmo tratamento dado às restantes actividades, fornecendo um serviço transaccionável e internacionalizável por excelência (…) enquanto empresas exportadoras e enquanto empresas de um sector gerador de serviços susceptíveis de substituir as exportações” O ministro afirmou ainda que o sector do turismo se enquadra nos eixos prioritários I, II, III do Programa operacional da Competitividade e Internacionalização, explicando que o eixo I é o da Inovação enquanto alavanca da competitividade, o eixo II é o da Competitividade e Internacionalização, que visa “especificamente e exclusivamente o reforço da competitividade das PME’s”, com o eixo III a ter em vista a “promoção da sustentabilidade e qualidade do emprego”. Por outro lado, o turismo, disse, é também “enquadrável nas áreas equivalentes a estes eixos nos Programas Operacionais Regionais”. J.L.E.

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