EN125 é ponto negro rodoviário e lesa imagem turística do Algarve

A Nacional 125 já causou, até meados de Agosto, 11 vítimas mortais, entre centenas de acidentes. Até que ponto esta situação não prejudica a imagem turística do Algarve? O que será preciso para que o poder político intervenha na resolução deste problema? São as perguntas da população e empresários do Algarve.

De acordo com a GNR, do total de acidentes ocorridos desde o início do ano até 17 de Agosto, mais de metade ocorreram no verão, período de maior afluência de turistas ao Algarve e onde a população quase triplica.

Esta é inclusive a principal razão apontada pelos utentes desta estrada para números tão negros: o volume excessivo de veículos que por ali circulam, mas também o mau estado do pavimento e as dezenas de semáforos, a que se somam as muitas retundas e centenas de cruzamentos e entroncamentos.

Nesse sentido, sendo esta a “rua” com mais quilómetros do país, atravessando grandes centros populacionais como Faro, a capital da região, os locais queixam-se que o Algarve está fora dos radares políticos e do investimento na região.

Já em Fevereiro, durante a apresentação do Plano de Marketing Estratégico para o Turismo do Algarve, Desidério Silva, presidente da RTA exigia “mais investimento na região”, nomeadamente na “requalificação da EN 125”.

Mas não foi caso isolado: no mês seguinte, num debate sobre o Turismo na região, onde estiveram presentes o primeiro-ministro Passos Coelho, e secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, Desidério Silva volta a reclamar “mais investimento, proporcional ao retorno financeiro que o Algarve dá ao país”, pedindo intervenções “ao nível da realização de diversas obras, como a requalificação da EN 125 e da linha férrea”.

Assim sendo, o que os algarvios pretendem saber é até que ponto esta situação não prejudica a imagem turística da região e para quando a intervenção do poder político.