Estrangeiros representam mais de 75% das dormidas em Fátima

Os VI Workshops Internacional do Turismo Religioso Fátima/Guarda, que começou esta quinta-feira, acolhe buyers de 39 nacionalidades que perspectivam desenvolver 4.800 reuniões, disse Domingos Neves, presidente da ACISO, entidade organizadora do evento.

O responsável, que falava na sessão de abertura deste workshop internacional, realçou o bom momento que Fátima viveu o ano passado, que registou 1,1 milhões de dormidas, dos quais 75% foram estrangeiros. Citando resultados divulgados pelo Santuário, o presidente da ACISO disse que o número de visitantes ultrapassou os nove milhões em 2017, “só comparável com o Vaticano”.

Para 2018, Domingos Neves referiu que “cabe à ACISO e aos seus parceiros trabalhar para, no domínio da promoção turística, não perder a oportunidade e a possibilidade que as comemorações do centenário das Aparições deu para contrariar um eventual retrocesso desses números”.

Na sessão de abertura do evento, também Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal realçou a aposta “consistente no turismo religioso, quer por força do culto Mariano, daquilo que representa Fátima como altar do mundo, para a oferta da região e para a própria marca Portugal. Está provado que a marca Fátima tem uma expressão internacional muito forte em países como os EUA e Ásia, portanto, não é por acaso que a Coreia do Sul, Filipinas, Tailândia e Vietname são hoje mercados emissores muito fortes”. Só a Coreia do Sul foi responsável por mais de 50 mil noites em Fátima em 2017.

Pedro Machado referiu-se à importância do alargamento deste simpósio a territórios novos do Centro de Portugal, “procurando buscar novas dimensões do turismo religioso, caso do turismo judaico, aproveitando a realidade e a consistência que existe hoje na Guarda, Trancoso, Belmonte e a própria ligação ao Alentejo”.

Segundo o presidente do Turismo Centro de Portugal, “estamos aqui com um posicionamento novo num produto turístico que é fruível ao longo do ano inteiro, que nos permite combater as sazonalidades e ganhar algum equilíbrio entre aquilo que são hoje as diferenças de crescimento de partes de destinos mais maduros, com outras que têm menos fluxo”.