Estratégia turística do Funchal visa receber mais 250 mil turistas até 2017

Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, apresentou o plano estratégico para o turismo da capital madeirense, onde se pretende aumentar em cerca de “250 mil a entrada de turistas até ao fim da vigência do plano”, em 2017.

Para o efeito, foi criado um plano a curto prazo, até 2017, onde o Funchal deverá funcionar como a cidade “catalisadora do Turismo da Madeira”, disse o edil esta terça feira aos jornalistas numa apresentação no Porto Bay Liberdade, em Lisboa.

Uma maior qualificação do produto turístico, uma comunicação adequada e a estimulação de experiências, são os compromissos aos quais a Câmara Municipal do Funchal “pretende dar resposta nos próximos anos para fortalecer ainda mais aquele que foi considerado, em 2015, o melhor destino insular do mundo e a segunda melhor cidade do país para se visitar”.

Assente na premissa “Funchal experiência única”, o plano assenta em fomentar requisitos como a informação para o turista, comunicação sobre os produtos e cooperação em reuniões regulares com os players do sector e anualmente com os operadores turísticos, numa estratégia “com cordão umbilical a planos hierarquicamente superiores da região e do país, onde fomos aliás beber para construir este plano”, explicou Paulo Cafôfo, acrescentando porém que “apesar de não ser uma estratégia desenquadrada, os municípios também não podem ficar à margem, porque a municipalidade pode acrescentar valias ao destino”.

“Através destes requisitos”, pretende-se assim “gerar acção e com isso aumentar o número de visitantes, mas acima de tudo elevar o grau de satisfação que se situa nos 70% e contribuir para o aumento da permanência dos turistas que ronda em média 5,7 noites”.

Ao Turisver.com, o edil contou que os pontos que os turistas apontam como insatisfatórios estão relacionados com a hotelaria e que nesse sentido o município tem em vigor incentivos para a requalificação das unidades hoteleiras madeirenses, como isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis durante sete anos para quem requalifique o imóvel em 60 por cento”.

Quanto ao aumento da estadia média, “que reporta essencialmente ao turista internacional”, Paulo Cafôfo disse ainda que “apesar de o Funchal não ser um destino de city break, este segmento poderá ser uma boa aposta para o turista do continente”.

Para o efeito, o plano visa trabalhar em torno de segmentos, nomeadamente de turismo de experiências, turismo inclusivo, turismo de saúde e bem-estar e turismo activo, onde se aposta na criação/requalificação em infra-estruturas para atrair um público mais jovem.

Em concreto, haverá infra-estruturas novas ou requalificadas, como a criação de um eco-parque marinho ou a reabertura do complexo balnear do Lido, mais informação turística, nomeadamente sinalética turística, mapas, aplicações para smartphones ou o Funchal Card, cartão turístico em elaboração que “para além de descontos proporciona maior segurança e conforto ao turista”.