Estudo da Travelport aponta crescimento nas viagens de negócios

As viagens de negócios vão continuar a crescer na Europa nos próximos anos, apesar da crise e das medidas de austeridade que afectam vários países europeus e que têm levado muitas empresas a reduzir os custos destas deslocações, aponta um estudo realizada pela PhoCusWright para a Travelport sobre as mudanças no mercado das viagens. De acordo com o estudo, revelado aos jornalistas na quarta-feira, 3 de Julho, durante o Travelport Europe Media Event 2013, em Langley, no Reino Unido, as viagens de negócios foram já um dos principais suportes da indústria das viagens em 2012, representando 38,9 mil milhões de euros, crescimento de 4,4%, enquanto o crescimento global foi de 3,9%, para 218 milhões de euros. No entanto, como referiu na apresentação do estudo Damiano Sabatino, vice-presidente e director da Travelport para a Europa Ocidental, ?não estamos a voltar aos níveis do passado?, pois a crise teve um forte impacto também nas viagens de negócios, sendo por isso de esperar que o sector ?continue a crescer mas não como antes da crise?. O estudo da PhoCusWright para a Travelport revela que são as próprias empresas que se mantêm empenhadas em controlar os custos com as viagens dos seus funcionários, o que tem levado a uma redução das viagens em primeira classe e ao aumento da escolha pelos fornecedores principais. Ainda assim, a pesquisa realizada para a Travelport releva que, em 2014, o sector global das viagens deverá alcançar um resultado de 230 mil milhões de euros, com especiais reflexos nas agências online, cujas reservas deverão subir 16% já este ano e outros 13% em 2014. A explicação para o crescimento das reservas online passa pelo surgimento de um novo tipo de consumidor, geralmente abaixo dos 25 anos de idade, que está mais informado e utiliza as novas tecnologias móveis para comprar, procurar, corrigir e reservar, esperando-se que nos próximos anos as reservas online ganhem ainda maior força. Mas o mercado está a mudar também devido à maior competição e à actuação das companhias low cost, que estão a expandir os seus serviços, com Damiano Sabatino a referir o exemplo da easyJet, cujas reservas de viagens de negócios representam já 6% do total, enquanto as companhias tradicionais estão a cortar nos serviços oferecidos. Por outro lado, Sabatino referiu também o desenvolvimento do comboio de alta velocidade como outro dos desafios que se colocam à indústria das viagens, uma vez que este meio de transporte conta actualmente com uma quota de mercado de 50% nas viagens com uma duração até 3,5 horas, sendo a tendência de crescimento devido à tarifas tendencialmente mais baixas. Do ponto de vista dos GDS?s, Damiano Sabatino considera que todas estas mudanças ?trazem oportunidades?, destacando a Travelport Merchandising Platform como um bom exemplo de uma oportunidade que a Travelport soube aproveitar, uma vez que permite comparar preços entre low costs e companhias tradicionais num único ecrã, permitindo que o processo de reserva se torne mais expedito. Apesar da crise, Damiano Sabatino referiu que o negócio da Travelport continua a crescer na Europa Ocidental, isto apesar de existirem diferenças entre os mercados, o que leva o responsável a manifestar-se confiante quanto ao futuro. I.M.

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