ETOA: “o Brexit é uma Quimera”

O CEO da ETOA – Associação Europeia de Turismo, Tom Jenkins, dirigiu-se à Comissão dos Transportes e do Turismo do Parlamento Europeu com preocupações sobre o impacto do Brexit, comparando-o com uma Quimera, o animal híbrido que simboliza uma ideia fantasiosa.

Nas suas declarações deu atenção ao impacto negativo do Brexit na indústria do turismo na União Europeia. No Reino Unido, muitas empresas já encontram problemas para recrutar e reter trabalhadores do continente europeu, enquanto o apelo a ir trabalhar para o país está a decrescer.

Sob o actual regime, as empresas sediadas na União Europeia não precisam de registar e contabilizar o IVA em cada país em que operam. O CEO da ETOA argumenta que tal regime deveria continuar disponível após a entrada do Brexit, para as empresas sediadas no Reino Unido que levam visitantes aos países da UE e para as empresas sediadas na UE a levar turistas ao Reino Unido.

“Os nossos membros vendem a Europa […]. Qualquer coisa que acresça encargos administrativos e custos é prejudicial”, explica Tom Jenkins, para acrescentar que “ninguém quer obedecer a dois conjuntos de regras. Se a maneira mais fácil de negociar é formar escritórios no Reino Unido e na Europa, é isso que as empresas farão”.

Por outro lado, a ETOA assevera que as actuais directrizes da União Europeia não são perfeitas, com a transposição da Directiva das Viagens Organizadas a ser bem-vinda, mas a encontrar-se de imediato obsoleta, com Tom Jenkins a urgir que “as discussões relativas a uma Directiva das Viagens Organizadas 3 têm de começar imediatamente”.