Eugénio André: Congressos da APAVT não devem esquecer “nem a parte emissiva nem a receptiva”

Eugénio André, administrador da André Tours, declarou ao turisver.com que as posições que foram sido tomadas pela APAVT em relação à realização dos seus últimos congressos em destinos portugueses “não têm sido más”.

“É bom ficarmos por cá porque, primeiro, se há algum dinheiro, deve ser gasto aqui, segundo, porque os tempos que correm não são para fazer grandes despesas, e um congresso em Portugal sai mais em conta”, defendeu.

No entanto, de acordo com o empresário, “há necessidade de equilibrar isso com um congresso lá fora, porque o turismo tem as duas vertentes – o inbound e o outbound”. Tendo em conta isso, “podemos também fazer congressos lá fora com o objectivo de abrir horizontes, sem nunca esquecer tanto a parte emissiva como a receptiva, mas acho que há aqui um ciclo que não é interrompido. Voltamos muitas vezes ao mesmo destino e isso talvez não seja bom”.

Eugénio André argumenta que os destinos internacionais escolhidos pela APAVT são sempre numa perspectiva de outbound, para realçar que, hoje mais do que nunca é preciso olhar para o inbound. Neste sentido é da opinião que, apesar das condições económicas menos favoráveis que se vive no Brasil, mas tendo em conta a importância do mercado brasileiro para Portugal, realizar aí um congresso neste momento “pode fazer toda a diferença”, como poderia falar de outro qualquer mercado emissor”.

O responsável da André Tours indica igualmente outras possibilidades, como por exemplo uma cidade no Sul de França, numa altura em que o mercado francês está a posicionar-se como o primeiro mercado para Lisboa, mas também na Alemanha ou na Inglaterra, soluções que sairiam muito mais baratas, conforme diz, até porque as pequenas e médias agências de viagens portuguesas “não se podem permitir a estes pequenos luxos”, de se deslocarem a destinos tão longínquos.