Europa impulsiona turismo internacional

De acordo com os dados do último Barómetro OMT do turismo mundial, os bons resultados do turismo europeu ajudaram ao continuado crescimento do turismo internacional. De Janeiro a Agosto, a Europa foi a segunda região do mundo onde o turismo mais cresceu, com a OMT a destacar a importância do sector para a criação de empregos numa Europa que tem falta deles. Nos primeiros oito meses deste ano, o número de chegas de turistas internacionais a todo o mundo aumentou 5% face ao mesmo período do ano passado graças, principalmente, aos bons resultados apresentados pelas regiões do Pacífico e Médio Oriente (+6%) e da Europa (+5%). Até Agosto chegaram a todo o mundo 747 milhões de turistas internacionais, mais 38 milhões que no período homólogo de 2012. ?Apesar de o crescimento económico mundial continuar a ser lento, os resultados do turismo internacional mantiveram-se acima da média na maior parte das regiões do mundo, abrindo oportunidades vitais para o emprego e as economias locais?, afirmou o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai. Este crescimento turístico é de suma importância para a Europa ?onde o desemprego é uma preocupação de primeira ordem em muitos destinos e onde o sector turístico criou postos de trabalho na última década. Além disso, acrescentou o responsável, ?através da sua cadeia de valor, o turismo cria negócio e postos de trabalho noutros sectores e produz receitas significativas através das exportações, que contribuem favoravelmente para a balança de pagamentos de muitos países?. Na Europa, o crescimento de 5% significou mais 20 milhões de turistas que nos primeiros oito meses do ano passado. A Europa Central e de Leste cresceu 7% e a Europa Meridional e Mediterrânica viu aumentar em 6% as chegadas de turistas internacionais, o que a OMT considera ser ?particularmente bom?. A região da Ásia/Pacífico cresceu 6% impulsionada pelo Sudeste asiático que registou uma subida de 12%. Na África o aumento foi de 5% (6% no Norte de África e 7% no Médio Oriente) e nas Américas o crescimento foi de 3% (4% para a América do Norte). M.F.