Eurostars Museum é um “projecto único, de excelência”

Após um investimento de 23 milhões de euros, o hotel de 5 estrelas Eurostars Museum foi inaugurado na passada sexta-feira, numa cerimónia que contou com intervenções, entre outras personalidades, do ministro da Economia e do presidente da Câmara de Lisboa, que o considera “um projecto único, de excelência”

  

O hotel, propriedade do Grupo Hotusa, toma lugar no nº40 da Rua Cais de Santarém, a curta distância do Campo das Cebolas. Está instalado num edifício do século XVI, o Palácio de Coculim, destruído pelo terramoto em 1755 e que passou por várias utilizações. Hoje, apresenta 91 quartos e 10 suites, uma presidencial, todos decorados com elementos alusivos a personagens da história portuguesa relacionada com os Descobrimentos. Dispõe de três salas de reuniões, com áreas entre os 50m² e os 76m², piscina interior, ginásio, sauna e sala de massagens, restaurante à la carte, bar-cafetaria e vinoteca.

Durante as escavações para construção da unidade hoteleira foram encontrados vestígios preciosos, que retratam tempos da ocupação romana, das invasões islâmicas, dos Descobrimentos e não só. Estes vestígios estão expostos no museu associado ao hotel, num projecto comum com a Direcção Geral do Património. As visitas guiadas podem ser agendadas na recepção, para ser realizadas aos domingos, entre as 12h00 e as 17h00, com o valor de 5€ por pessoa.

A inauguração oficial do Eurostrars Museum contou com a presença de destacados representantes das sociedades portuguesa e espanhola, numa noite em que intervieram o presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, a presidente do Congresso dos Deputados do estado espanhol, Ana Pastor, bem como o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e presidente do Grupo Hotusa, Amancio López.

Na cerimónia que contou também com a presença do Embaixador de Espanha em Portugal e da secretária de Estado do Turismo, Amancio López agradeceu a “todos os que tornaram possível este hotel”, destacando aquele como sendo um “momento mágico”, ao inaugurar oficialmente um hotel que vem a ser desenvolvido desde 2005, ano que o grupo adquiriu a propriedade. Manuel Caldeira Cabral quis elogiar a “persistência, a resiliência e a determinação” de levar avente este projecto que “conta bem a história de Lisboa”, desde períodos da antiguidade, até um palácio que passou a armazém, posteriormente ao abandono e é agora um hotel e um museu, num projecto de renovação que ultrapassou os anos de crise.

Por seu lado, Fernando Medina destacou que “fomos este ano distinguidos com o galardão do melhor destino turístico do mundo, como cidade, e é precisamente com projectos únicos, de excelência, como este que vamos ser capazes de manter este título”. O presidente da Câmara de Lisboa deixou, ainda, “um elogio muito particular a todos aqueles que tiveram a coragem de investir em Lisboa e em Portugal no momento em que o fizeram” e que hoje “a cidade pode recompensar com a criação de condições”, como a requalificação de toda a frente ribeirinha da cidade, com o Campo das Cebolas, paredes-meias com o hotel, a abrir ao público dentro de poucos dias.