Évora cria turismo para cientistas

Num antigo palacete devoluto em Évora acaba de nascer uma unidade hoteleira vocacionada para cientistas, investigadores e artistas.

Este conceito inovador em Portugal de turismo científico pretende, segundo o promotor, o investigador e professor da Universidade de Évora Miguel Bastos Araújo, citado pela Lusa, aproveitar “uma cidade fantástica” e com “uma dinâmica científica crescente e interessante” e dotá-la de infra-estruturas para “competir com Oxford e Cambridge”.

Na cidade com a segunda mais antiga academia de Portugal, diz, há “potencial” para o turismo científico, em que as pessoas viajam para trabalhar durante alguns meses, para locais onde encontrem colegas, mas “falta desenvolver” este conceito, até no país. “Portugal é um sítio cada vez mais atraente do ponto de vista científico para vir, mas ainda não é o topo a nível mundial, portanto, temos de compensar criando infra-estruturas que tornem muito agradável a estadia desses investigadores”, referiu.

Com elementos construtivos desde o século XIV ao século XIX, o edifício foi recuperado, num investimento de 1,5 milhões de euros, graças a um projecto da empresa Science Retreats, de Miguel Araújo, a fundos comunitários. Com 1.700 metros quadrados de área coberta e dotada de jardim, piscina e pátio, a unidade já está a funcionar parcialmente desde Julho de 2017 e abriu totalmente em Fevereiro deste ano. Oferece 13 apartamentos, todos com sala, copa e quarto, alguns com possibilidade de alojar entre duas a quatro pessoas, com serviço personalizado.