Falcoaria em Portugal é Património da Humanidade

A arte da Falcoaria em Portugal foi declarada, dia 1 de Dezembro, Património Cultural Imaterial da Humanidade, pela UNESCO, durante a 11ª reunião do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que está a decorrer em Addis Adeba, na Etiópia.

A delegação portuguesa, composta pelo presidente substituto da Comissão Nacional da UNESCO, Jorge Lobo de Mesquita, e pelo presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Manuel Esménio, mostrou-se satisfeita com a decisão da comissão de especialistas da UNESCO. Para ilustrar a candidatura Hélder Manuel Esménio deu a conhecer alguns utensílios da Falcoaria, entre eles uma luva de falcoeiro e três caparões.

Para o presidente desta autarquia é “muito gratificante ver esta candidatura aprovada, é o reconhecimento da sua qualidade”. O autarca explica que a certificação será “mais uma oportunidade para promover o país, o Ribatejo e, em particular, o concelho de Salvaterra de Magos, tornando-o num apetecível destino turístico, onde a falcoaria se alia à natureza e ao Rio Tejo”.

A candidatura “Falcoaria. Património Humano Vivo” foi liderado pela Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, em parceria com a Universidade de Évora e a Associação Portuguesa de Falcoaria, contando com o apoio e colaboração da Entidade Regional de Turismo Alentejo/Ribatejo. Nas palavras de António Ceia da Silva, presidente desta Entidade, “a identidade é um valor determinante na diferenciação e certificação de um destino”.

A Falcoaria, enquanto forma de caça, compreende a parceria entre homem e ave de presa, para a captura de um animal selvagem no seu habitat natural, tratando-se de uma forma de caça ecológica, de baixo rendimento, que apela à comunhão com a natureza, procura a estética do lance da caça e cuja prática detém características únicas, que mereciam o reconhecimento da UNESCO.