Falência da Thomas Cook é debatida no Parlamento Europeu

Por iniciativa de Cláudia Monteiro de Aguiar e da delegação espanhola do Partido Popular, o Plenário de Estrasburgo vota na quinta-feira uma proposta de resolução sobre os impactos da falência da Thomas Cook no turismo europeu.

Na segunda-feira, a deputada do PSD questionou a Comissão Europeia acerca das medidas concretas para minimizar os efeitos negativos da falência da Thomas Cook nas economias das regiões europeias e que tipo de ajudas europeias estão disponíveis para apoiar as empresas afectadas e os empregos perdidos e se os direitos dos passageiros podem salvaguardar os passageiros em caso de insolvência.

“Esta falência levou à perda de milhares de postos de trabalho, a uma quebra económica de inúmeras regiões e destinos, com a perda consecutiva da capacidade aérea, por isso a Comissão, juntamente com o Estados-Membros, devem accionar os apoios necessários”, alertou Cláudia Monteiro de Aguiar.

A proposta de resolução, que vai a votos na quinta-feira, faz ainda referência à criação da linha de financiamento para o turismo, medida apresentada pela deputada em 2015, e aprovada pelo Parlamento Europeu no ano passado no contexto do futuro quadro financeiro plurianual. A eurodeputada pede, ainda, que as questões de insolvência sejam incluídas no direito dos passageiros e uma análise à directiva das viagens organizadas para saber se deu a resposta correcta a este incidente.

Esta iniciativa surge na sequência da pergunta escrita com carácter de urgência a 24 de Setembro, com Cláudia Monteiro de Aguiar a referir as regiões da Madeira e Algarve como os destinos afectados em Portugal com a insolvência da Thomas Cook, um caso que “é apenas mais um” a juntar à falência da Monarch, Air Berlin, Alitalia e Aigle Azur.