Fernando Medina: Taxas turísticas apoiam “projectos para a cidade”

Os projectos que o Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa está a apoiar, através das verbas resultantes da taxa turística “não são projectos para o turismo, são projectos para a cidade”, afirmou esta quinta-feira o presidente da Câmara de Lisboa.

Fernando Medina falava na apresentação dos projectos aprovados pelo Comité daquele Fundo que decorreu na sede da AHRESP e AHP e em que participaram os representantes das várias entidades que o compõem: AHP, AHRESP, Turismo de Lisboa e autarquia.

Nas intervenções da tarde um ponto foi recorrente: a memória de que há cerca de um ano discutiam-se taxas e taxinhas, enquanto agora se fala de projectos em curso. “Há ano e meio toda a gente criticou (…) fazendo passar a ideia de que se iria matar a galinha dos ovos de ouro (…) hoje, os críticos saberão que estavam errados nas suas predições”, disse o autarca de Lisboa, sublinhando que os projectos aprovados “são de enorme significado para a cidade de Lisboa, de enorme capacidade de reforço da nossa atractividade, mas, acima de tudo, da nossa qualidade de vida e da nossa valorização enquanto cidade”.

Fernando Medina considerou ainda que “é importante investir quando o cenário se apresenta positivo, pelo que é agora e não depois que se deve alavancar o Turismo na cidade”.

Também o presidente da AHP, Raul Martins, se referiu à oposição que de início os hoteleiros fizeram à cobrança da taxa turística. A alteração de posição, afirmou, aconteceu “com a garantia expressa do pressuposto de investimento na cidade” com a taxa a reverter para um Fundo de Desenvolvimento Turístico “onde a AHP tem, em representação dos hoteleiros de Lisboa, um papel determinante na aprovação dos projectos a investir”, e com a certeza de que “a pujança do turismo na cidade” obriga a “mais investimentos, criar novas infra-estruturas e desenvolver novas centralidades”. E deixou a certeza de que “outros projectos se seguirão”.

Também o director-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, recordou os tempos de discórdia, assumindo que a AHRESP só decidiu cooperar quando ficou certa que as verbas seriam integralmente aplicadas “em iniciativas que visam, exclusivamente, financiar projectos de dinamização e valorização da oferta turística da nossa capital”. Quanto aos projectos aprovados afirmou terem uma “relevância e dimensão inquestionáveis” em termos turísticos mas também para “melhorar e devolver a cidade aos lisboetas”.

Na cerimónia estiveram também presentes Vítor Costa, director-geral do Turismo de Lisboa, e Luís Alves de Sousa, representante dos hoteleiros lisboetas no Fundo.