Flores e Corvo: dormidas com crescimento exponencial face a 2014

Entre 2014 e 2017, o número de dormidas na ilha das Flores teve um aumento de 101%, enquanto no Corvo o crescimento foi de 93%. Os números foram sublinhados pelo director Regional de Turismo dos Açores, Filipe Macedo, na abertura do 1.º Encontro de Turismo Flores e Corvo, na passada sexta-feira, em Santa Cruz das Flores.

As ilhas do Grupo Ocidental “têm vindo a conquistar espaço no turismo regional pela sua oferta e pelo seu carácter diferenciador, enquanto Reservas da Biosfera”, referiu o director Regional de Turismo, sublinhando que estas “são das ilhas que mais contribuem para a valorização dos Açores como destino de turismo de natureza activa, com especial apetência para actividades em contacto com a Natureza, tais como o canyoning, o birdwatching, os passeios a pé ou o geoturismo, entre outros, como confirma o Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores”.

O governante destacou ainda que as ilhas do Grupo Ocidental têm “acompanhado a tendência de crescimento” do turismo na região, estando, aliás, cada vez mais vocacionadas para a actividade turística.  Hoje, avançou o responsável, já existe nas Flores seis empresas de animação turística e 571 camas, enquanto o Corvo conta com quatro empresas de animação e 69 camas, dados que representam “aumentos de 30% e de 77%, entre 2014 e 2017, no que diz respeito à capacidade de alojamento”.

Na sua intervenção, Filipe Macedo referiu ainda que se registaram 20.600 dormidas nas Flores em 2014, enquanto no ano passado ascenderam a 41.400, o que representa um crescimento de 101% e que o Corvo registou 624 hóspedes em 2014 e 1.202 o ano passado, um crescimento de 93% “que reflecte a realidade actual, impondo-se uma maior reflexão sobre o futuro e sobre as melhores formas de actuar, em função dos princípios que garantem a sustentabilidade”, afirmou o director Regional.

Filipe Macedo referiu-se ainda à recém-formada Associação do Alojamento Local dos Açores, manifestando a convicção de que, “no âmbito das competências de cada entidade, o conhecimento e o trabalho conjunto futuro permitirá uma relação de confiança” que faça convergir esforços comuns e estes vão no sentido de regularizar a situação de alojamentos que estavam ilegais, “conduzindo-os pedagogicamente ao processo de licenciamento”.