Fundo de sustentabilidade do Six Senses Douro Valley apoia restauro do “Quo Vadis”

O Fundo de sustentabilidade do Six Senses Douro Valley apoiou o restauro da pintura Renascentista portuguesa “Quo Vadis”para que recupere o seu esplendor de outrora e volte a ser exposta ao público no Museu de Lamego.

Originalmente pintada para integrar o retábulo da Sé de Lamego, esta foi então encomendada ao mais reconhecido pintor português Renascentista, Vasco Fernandes, conhecido como Grão Vasco. Do total de pinturas produzidas para a Sé de Lamego, apenas cinco sobreviveram. N século XVIII, este quadro sobre a cena bíblica “Quo Vadis” levou uma nova pintura por cima da existente, cobrindo parcialmente a pintura original do século XVI.

Em 1911, após a expulsão do último rei de Portugal, D. Manuel II, e a instauração da Primeira República os bens das igrejas foram nacionalizados. Assim, estas pinturas passaram a integrar a colecção do Museu de Lamego, aberto ao público desde 1917.

Ao longo dos anos, diferentes tentativas incipientes de restauro, acabaram por aumentar ainda mais os danos nesta obra de arte, levando o “Quo Vadis” a degradar-se num armazém do museu.

No entanto, recentemente, a realização de um trabalho de inventariação e consequente pesquisa com recurso a raio-x e infravermelhos desvendaram o valor histórico, técnico e estético da pintura original que permanecia escondida desde o século XVIII.

O Fundo de sustentabilidade do Six Senses Douro Valley é constituído por 0,5% das receitas do hotel, 50% das receitas da venda de águas no restaurante e da venda da sua mascote, o Dourival, o burrinho de Miranda do Douro, disponível no minibar de cada quarto do hotel. Donativos dos hóspedes também ajudam na constituição deste fundo.