Fundos comunitários tornam Geopark Naturtejo mais atractivo todo o ano

Sendo os geoparques um conceito recente e o Geopark Naturtejo um território com apenas 10 anos, “tem sido investida uma grande fatia dos fundos comunitários na promoção, comunicação e num plano de animação que torne a região atractiva ao longo de todo o ano, e na educação ambiental que torne cidadãos mais conscientes para a sustentabilidade”, declarou ao turisver.com, o seu presidente.

O primeiro geoparque português inserido nas redes europeia e global da UNESCO, e que integra os concelhos de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão – da Raia à Beira Interior, passando pelo Pinhal Interior até ao Alto Alentejo – é um território de elevado potencial turístico e com inúmeros factores de atracção. Por ser uma região vasta mas homogénea, o Geopark Naturtejo oferece uma grande variedade de produtos turísticos, tendo como mais-valia comum a natureza e as excelentes infra-estruturas.

Tendo por lema satisfazer as necessidades e exigências de todo o tipo de visitantes, têm vindo a ser tomadas diversas medidas com vista a um turismo cada vez mais sustentável, numa região com especificidades únicas.

O respeito pela evolução geológica do território e pelos vestígios de outros tempos “permite-nos não só olhar para a Natureza de um outro modo, mas também agir em prol da conservação e do estudo da mesma, incentivando a comunidade para os mesmos fins”, considera Armindo Jacinto.

Tendo em conta estes aspectos e aproveitando o excelente envolvente natural em que o território está inserido (e com reduzida densidade populacional), “é com normalidade que o Geopark Naturtejo promove actividades no seio da natureza como geoturismo, turismo de aventura, desportos na natureza, birdwatching entre outras actividades, em que os visitantes são consciencializados para a importância patrimonial do território”, refere.

Por outro lado, indica o responsável, todos estes aspectos são tidos a par com o desenvolvimento local, “nunca esquecendo as mais-valias para as populações e a forma como estas se integram no Geopark, assim como as infra-estruturas turísticas se articulam no conceito do Geopark e no que os visitantes procuram. Deste modo o desenvolvimento sócio-económico e a conservação do ambiente constituem uma nova aplicação essencial às políticas de conservação”.