Geostar aposta no incoming para colmatar quebra do outgoing no turismo religioso

A Geostar está, este ano, a apostar no incoming para colmatar algumas quebras no outgoing de turismo religioso, uma estratégia que, segundo Francisco Moura, director de Religious & Cultural Tourism da agência, está já a dar frutos. ?Começámos este ano a apostar no incoming e tivemos já alguns grupos das Filipinas e do Brasil. Temos plena consciência de que, nos próximos anos, o mercado não se vai expandir muito porque não há espaço devido à crise e, por isso, estamos a virar-nos para o incoming?, explicou o responsável, à margem do habitual almoço de Natal que a Geostar costuma promover para os seus principais parceiros e que, este ano, contou com 130 pessoas. Francisco Moura acredita no sucesso da aposta, até porque, refere, Portugal é um ?país com um património cultural, histórico, religioso e paisagístico únicos?, numa oferta que costuma agradar aos turistas religiosos. ?Temos que estar atentos a estes mercados. Não é fácil introduzirmo-nos em novos mercados mas temos que insistir. Penso que os turistas que chegam cá, religiosos ou não, não ficam indiferentes ao país e, depois, temos Fátima, um destino que todos os católicos do mundo gostariam de conhecer?, explicou o responsável, revelando que a Geostar está também a apostar nos circuitos pela herança judaica nacional, interessantes essencialmente para o mercado hebraico. Apesar da aposta, o principal mercado da Geostar no turismo religioso continua a ser o outgoing, ainda que, diz Francisco Moura, ?se note uma mudança de paradigma? devido à crise, uma vez que os destinos de maior proximidade, que impliquem menores custos, têm registado maior procura, o que tem levado, nomeadamente, ao renascer da procura pelos circuitos de autocarro. ?Com a crise, há uma mudança de paradigma. Por exemplo, raramente tínhamos viagens de autocarro e, este ano, cresceram exponencialmente. Neste momento, 22% dos nossos grupos são para viagens de autocarro?, revelou, apontando Israel e Itália como os destinos mais procurados, principalmente a capital italiana devido ao fenómeno do papa Francisco. Apesar de algumas quebras no outgoing no turismo religioso neste ano, a Geostar no seu todo mantém-se optimista para o próximo ano, até porque ?vai conseguir terminar o ano cumprindo os objectivos?, revelou o responsável. I.M.