Governo de Cabo Verde garante apoio à TACV até reestruturação

O governo de Cabo Verde diz que vai manter os subsídios públicos à TACV até que esteja terminado o plano de reestruturação da companhia aérea, que está na fase final. A decisão foi aprovada em Conselho de Ministros.

O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, indicou que o plano de reestruturação da companhia aérea TACV está na fase final, admitindo que da apresentação depende a retoma da ajuda orçamental do Banco Mundial ao país.

“Estamos em contacto permanente com o Banco Mundial, temos consultores que estão a trabalhar connosco, já tivemos várias reuniões sobre esta matéria e estamos na fase final para apresentarmos o documento conclusivo em relação a esse processo”, disse Olavo Correia à Lusa.

Olavo Correia explicou que, no âmbito do “diálogo permanente” com o Banco Mundial, foi apresentado um primeiro rascunho do plano, que foi sujeito a sugestões de melhoria, e que está em fase de conclusão “o processo para que haja um quadro claro em relação ao que será o caminho para a transportadora aérea”.

O Banco Mundial aprovou um novo programa de apoio para os próximos três anos em Cabo Verde, estimado em 90 milhões de dólares (cerca de 82 milhões de euros), que irá começar o financiamento de projectos a partir de Julho, mas manterá a componente do apoio orçamental suspensa até que seja encontrada uma solução para a TACV.

Olavo Correia sublinhou que o pacote global de financiamento está a funcionar e confirmou que a ajuda orçamental está “condicionada a resultados”.

“Esses resultados em concreto têm a ver com a conclusão do processo da TACV. Estamos na fase final. É um processo muito complexo porque não tem a ver apenas com a importância da empresa, mas com a importância dos transportes aéreos para a economia cabo-verdiana”, disse.

“Estamos prestes a concluir o processo e, em função disso, aceleraremos toda a cooperação com o Banco Mundial e com os demais parceiros, porque estão todos preocupados com o risco que a empresa ainda hoje representa para as finanças públicas”, reforçou.

Segundo o ministro das Finanças, a empresa Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) tem uma dívida acumulada de 110 milhões de euros, o que representa 8 a 9% da riqueza do país.

O Conselho de Ministros mandatou os ministros das Finanças e da Economia e Emprego, Olavo Correia e José Gonçalves, respectivamente, para fazerem aprovar, em Assembleia Geral, o plano de reestruturação da TACV para “implementação imediata” com o objectivo de “reduzir drasticamente” as perdas e preparar a empresa para a privatização, que poderá ser total ou parcial.