Governo da Guiné-Bissau quer criar companhia aérea

A intenção foi ontem deixada clara nas intervenções do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações e pelo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, na assinatura do acordo com a euroAtlantic airways, que deverá ser um dos parceiros. Esta foi aliás a ideia deixada logo de início pelo CEO da euroAtlantic, Tomaz Metello, ao afirmar que esta operação entre Lisboa e Bissau é realizada “em nome da companhia da Guiné-Bissau que eventualmente será formada e este é o arranque e o princípio dessa nova companhia”. Referindo-se à ligação que arrancará no próximo dia 14, sublinhou que a euroAtlantic é para já apenas operadora da rota, mas que será “parceira na próxima companhia aérea da Guiné-Bissau”. Por seu turno, o secretário de Estado dos Transportes e Comunicações da Guiné-Bissau, deixou claro que o governo pretende avançar “proximamente” com a criação de uma companhia aérea, tendo já sido dados “alguns passos nesse sentido”, uma vez que “a ambição deste governo é a criação de uma companhia aérea nacional”. Sobre a possibilidade de a TAP poder vir a retomar em breve os voos para a capital guineense, o governante disse que “a concorrência, a competitividade, é sempre bem-vinda”, acrescentando que “o estado da Guiné-bissau não tem nenhum acordo com a TAP, tem com o Estado português e a TAP surge como um instrumento de materialização desse acordo”, pelo que “não temos que nos pronunciar sobre as posições da TAP”. Adiantou no entanto que as “condições de segurança estão asseguradas”, para que a TAP possa reiniciar operações. M.F.