Governo desaconselha viagens ao Mali

O Governo português emitiu sábado, 12 de Janeiro, uma recomendação que desaconselha as viagens ao Mali, país que, desde sexta-feira, 11 de Janeiro, está a ser palco de uma intervenção militar francesa, uma situação que José Cesário, secretário de Estado das Comunidades, diz que está a ser acompanhada pelo Governo. “Apelamos para que as pessoas tenham alguma cautela e não se desloquem para lá a não ser em caso de estrita e absoluta necessidade”, afirmou à Lusa o governante, renovando assim o apelo divulgado sábado, no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A informação divulgada diz que as condições de segurança no Mali são actualmente “muito deficientes”, sendo por isso “desaconselhadas todas as viagens, devido à situação interna do país”. Para os portugueses que “por motivos absolutamente imperativos” se desloquem ao país, o Governo sugere que “informem a Embaixada de Portugal em Dakar da sua chegada a este país” e “evitem deslocações, por via terrestre, no Mali, sobretudo quando os percursos se façam de noite, desacompanhados e/ou em estradas secundárias”. Na capital Bamako, “sugere-se que evitem circular a pé em alguns bairros e a partir do anoitecer”, sendo também aconselhado que se circule com cópias dos documentos, prevenindo assim eventuais roubos de documentos, sendo também aconselhável que não ostentem “sinais de riqueza”. Recorde-se que a França, que declarou “guerra contra o terrorismo” no Mali, bloqueou na sexta-feira a progressão para o centro do país dos grupos armados islamitas que há nove meses controlam o norte, tendo bombardeado domingo, pela primeira vez, as posições islamitas em Gao e Kidal, localidades centrais dos territórios controlados pelos rebeldes. I.M.