Governo mantém IVA da restauração a 23%

Contrariando as expectativas do sector, o IVA da restauração vai manter-se a 23%, já que a sua redução não está prevista no OE para 2014 apresentado ontem à noite pela ministra das Finanças. O sector já reagiu, com a APHORT a esperar ?uma palavra? do ministro da Economia e a AHRESP a afirmar-se ?desiludida, indignada e revoltada?. Embora o Orçamento de Estado para 2014 seja omisso quanto à taxa de IVA na restauração, a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que ontem à noite apresentou o OE foi questionada sobre o tema, tendo respondido não ser este o momento para avançar com a descida da taxa. Desiludidas, as associações do sector, que têm vindo a lutar pela descida da taxa, reagiram de pronto, com a APHORT a emitir ontem à noite um comunicado em que afirma esperar agora por ?uma palavra do ministro Pires e Lima?. Manifestando-se ?desapontada com a decisão do Governo de não introduzir a descida da taxa do IVA na restauração no Orçamento de Estado para 2014?, a APHORT considera que no actual contexto de grandes dificuldades que a restauração atravessa, ?o sector tem o direito de pedir ao ministro Pires de Lima, defensor da baixa do IVA como medida essencial para garantir a sustentabilidade da restauração, uma palavra sobre esta matéria, em nome do seu percurso pessoal e da história do seu partido, agora responsável pela economia e pelos impostos do país?. Já a AHRESP, pela voz do seu secretário-geral, José Manuel Esteves, fez saber à agência Lusa que está ?desiludida, indignada e revoltada? com a não descida do IVA e considera que a restauração está ?a pagar pela não reestruturação do Estado?. Prometendo para breve uma posição pública, José Manuel Esteves anunciou que o conselho consultivo nacional da AHRESP vai realizar uma reunião extraordinária em que analisará o OE 2014 e decidirá as próximas formas de luta. M.F.